<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992</id><updated>2010-04-25T21:01:25.312-03:00</updated><title type='text'>Dra. Lucy Kerr</title><subtitle type='html'>Dra. Lucy Kerr é pioneira no Brasil da Utilização da Ultra-sonografia como método de diagnóstico, sendo reconhecida nacional e internacionalmente como especialista e estudiosa do método.

Possui títulos de Especialistas em Ultra-som em 6 Sociedades Científicas, sendo 4 nacionais e 2 internacionais ARDMS - The American Registry of Diagnostic Medical Sonographers e FISUSAL, os quais refletem sua busca incessante do aperfeiçoamento profissional.</subtitle><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/atom.xml'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-3769351630200923673</id><published>2010-04-20T06:31:00.001-03:00</published><updated>2010-04-25T21:01:25.322-03:00</updated><title type='text'>QUANDO A ULTRASSONOGRAFIA CONTRADIZ OUTRO EXAME DE IMAGEM, FIQUE COM A SUA IMAGEM</title><content type='html'>&lt;p&gt;No 1&amp;ordm; EXAME, realizado em  janeiro de 2009 a paciente relatou que fez tireoidectomia total por CA  papil&amp;iacute;fero em 25/04/03, seguida de iodoterapia em 30/10/03 e a tireoglobulina  tem estado negativa desde ent&amp;atilde;o. Constatou-se que a loja tireoidiana n&amp;atilde;o  apresentava qualquer imagem sugestiva de recidiva tumoral local, nem restos de  tecido tireoidiano. Foram mapeados um total de 40 linfonodos (LN), todos de padr&amp;atilde;o benigno ao ultrassom (crit&amp;eacute;rios  US descritos nas aulas da mat&amp;eacute;ria&lt;strong&gt; Indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es da  Ultrassonografia da tire&amp;oacute;ide &lt;/strong&gt;do nosso portal), sendo 19 parajugulares, 16 retro m&amp;uacute;sculo  esternoicleidomastoideo, 2 da regi&amp;atilde;o submandibular e 3 da face cervical  p&amp;oacute;stero-lateral, sendo alguns deles mostrados na figura 1 (A, B e C) e  na figura 2 (A e B). &lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt; &lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/04/04_10_01.jpg" width="579" height="161" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;Fig  1 A, B e C&lt;/strong&gt;, da esquerda para a direita mostra alguns dos linfonodos  para-jugulares &amp;agrave; direita de padr&amp;atilde;o Benigno que &amp;nbsp;&amp;nbsp;foram observados no exame de janeiro de 2009,  todos eles com comprimento maior que espessura e a regi&amp;atilde;o medular  hiperecog&amp;ecirc;nica, de acordo com os crit&amp;eacute;rios US de benignidade para LN descritos  nas aulas da mat&amp;eacute;ria&lt;strong&gt; Indica&amp;ccedil;&amp;otilde;es da  Ultrassonografia da tire&amp;oacute;ide &lt;/strong&gt;do nosso portal.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/04/04_10_02.jpg" width="369" height="165" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;Fig  2 A, B&lt;/strong&gt; da esquerda para a direita mostra 1 linfonodo  submandibular &amp;agrave; direita de padr&amp;atilde;o Benigno em longitudinal (A) e transversal  (B), observado no exame US &amp;nbsp;de janeiro de  2009, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Foi solicitado PCI de corpo total, o qual foi realizado  em 26.03.2009, o qual constatou uma massa captante de I &amp;sup1;&amp;sup3;&amp;sup1; com possibilidade  de ser linfonodo do n&amp;iacute;vel III (spect CT), situada junto &amp;agrave; borda anterior do  m&amp;uacute;sculo esternocleidomastoideo, na regi&amp;atilde;o submandibular direita. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/04/04_10_03.jpg" width="384" height="343" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;Fig.  3&lt;/strong&gt; mostra as imagens da cintilografia de 26.03.09, que indicava a presen&amp;ccedil;a de  massa captante de iodo na regi&amp;atilde;o submandibular direita e margem anterior do  m&amp;uacute;sculo esternocleidomastoideo ipsilateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Nessa ocasi&amp;atilde;o foi solicitado repetir a USG na Sonimage  (abril 2009), para detectar alguma imagem suspeita de meta linfonodal e  direcionar a pun&amp;ccedil;&amp;atilde;o com agulha fina (PAAF). Embora todos os linfonodos  persistissem com padr&amp;atilde;o US compat&amp;iacute;vel com benignidade, foram isolados 3 LN  maiores e com aumento discreto da vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no estudo Doppler&amp;nbsp; para direcionar a PAAF da &amp;eacute;poca,  essencialmente para tentar localizar aquele que pudesse conter a prov&amp;aacute;vel  met&amp;aacute;stase detectada na Cintilografia. A an&amp;aacute;lise citopatol&amp;oacute;gica foi compat&amp;iacute;vel  com LN reacional e a dosagem de tireoglobulina do lavado do material aspirado  foi indetect&amp;aacute;vel para os dois LNs biopsiados. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CONCLUS&amp;Atilde;O  LAUDO DA CITOPATOLOGIA REALIZADA EM 14/04/09: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;n&amp;oacute;dulo  cervical alto direito&lt;/strong&gt;: compat&amp;iacute;vel com hiperplasia linf&amp;oacute;ide  reacional; &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;n&amp;oacute;dulo  submandibular direito:&lt;/strong&gt; compat&amp;iacute;vel com hiperplasia linf&amp;oacute;ide  reacional.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&amp;nbsp; &lt;/strong&gt; &lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/04/04_10_04.jpg" width="564" height="173" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fig.  4 A, B e C&lt;/strong&gt;, da esquerda para a direita, mostra a imagem do LN  submandibular que foi submetido &amp;agrave; PAAF em 14.04.09, (A = em longitudinal e B em  transversal) unicamente devido ser o maior situado na topografia da les&amp;atilde;o  captante de iodo localizada no PCI. A regi&amp;atilde;o central mostra t&amp;ecirc;nue &amp;aacute;rea  hiperecog&amp;ecirc;nica, que &amp;eacute; mais freq&amp;uuml;ente em LN benigno (indica lipossubstitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da  medular). O estudo Doppler apenas evidenciou vasos na regi&amp;atilde;o hilar do LN,  padr&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m compat&amp;iacute;vel com benignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Foi solicitado PCI com  &amp;ldquo;navigator&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;probe de punho&amp;rdquo; ap&amp;oacute;s tr&amp;ecirc;s meses, para facilitar a localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o  pr&amp;eacute;-cir&amp;uacute;rgica do linfonodo que continha a met&amp;aacute;stase linfonodal, uma vez que o  exame US e a citopatologia do material coletado na PAAF guiada pelo US n&amp;atilde;o  havia detectado nenhum sinal suspeito de malignidade. A paciente n&amp;atilde;o fez o  exame solicitado e nem o novo PCI de corpo total que foi pedido pala m&amp;eacute;dica  endocrinologista em novembro/2005 e somente retornou para nova consulta em  24/03/10, quando a m&amp;eacute;dica constatou uma massa em proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o do lobo direito /istmo  (ou logo abaixo da tire&amp;oacute;ide, que era palp&amp;aacute;vel e notada na inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o, assim como  na degluti&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Foi solicitado novo US para mapeamento dos linfonodos cervicais  e classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mesmos de acordo com as suas caracter&amp;iacute;sticas morfol&amp;oacute;gica e  Doppler. A &amp;nbsp;m&amp;eacute;dica tamb&amp;eacute;m &amp;nbsp;informou que havia programado novo PCI ap&amp;oacute;s US  e pede PAAF de eventual(is) les&amp;atilde;o(&amp;otilde;es) suspeita(s) que seja(m) identificada(s)  na US. Paciente relatou que havia engordado 7 kg em um ano e que est&amp;aacute; se  sentindo muito cansada. Medica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em uso: Syntr&amp;oacute;id 100mcg e &amp;nbsp;Glucoformin (tem curva glic&amp;ecirc;mica alterada,  glicemia de jejum no limite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O exame US realizado em  13.04.2010, tendo se constatado a massa clinicamente palp&amp;aacute;vel correspondia a  n&amp;oacute;dulo infra loja istmica, s&amp;oacute;lido, de limites irregulares e mal definidos,  textura s&amp;oacute;lida, difusamente hipoecog&amp;ecirc;nica em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao tecido tireoidiano  normal e homog&amp;ecirc;nea, sem microcalcifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es,a qual mediu 0.9x0.8x0.6cm nos  maiores eixos e era acentuadamente hipovascularizada no estudo Doppler.  Foram sugeridas as seguintes hip&amp;oacute;teses diagn&amp;oacute;sticas principais para esta les&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;granuloma p&amp;oacute;s-cir&amp;uacute;rgico;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;fibrose p&amp;oacute;s-cir&amp;uacute;rgica simples ou associada a tecido  fibroadiposo;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;processo expansivo&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m foram mapeados um total de 31 LN cervicais, sendo vinte e oito.classificados  como de padr&amp;atilde;o benigno e 2 como de padr&amp;atilde;o duvidoso (caracter&amp;iacute;sticas  inconclusivas). O padr&amp;atilde;o de vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos linfonodos duvidosos eram  compat&amp;iacute;veis com processo inflamat&amp;oacute;rio ativo em atividade (padr&amp;atilde;o de vasos  central) para&amp;nbsp; 1 LN &amp;nbsp;e de processo inflamat&amp;oacute;rio cr&amp;ocirc;nico inativo  (hilar) no outro LN de padr&amp;atilde;o duvidoso. Tamb&amp;eacute;m foi constatada a presen&amp;ccedil;a de uma &amp;aacute;rea hipoec&amp;oacute;ica irregular  discretamente heterog&amp;ecirc;nea na regi&amp;atilde;o da gl&amp;acirc;ndula submandibular direita, junta &amp;agrave; margem  lateral da gl&amp;acirc;ndula, que mediu 18.7x15.7x10.2mm nos maiores eixos e se  apresentava moderadamente mais vascularizada do que o tecido glandular normal e  para a qual foram cogitadas as seguintes hip&amp;oacute;teses:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;sialoadenite  localizada aguda&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;sialoadenite  localizada cr&amp;ocirc;nica&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;processo  expansivo&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;IMAGENS  SELECIONADAS DO EXAME US DE 13.04.10&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/04/04_10_05.jpg" width="491" height="149" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;Figura  5 A,B e C&lt;/strong&gt; da esquerda para a direita mostra um LN acolado anteriormente  &amp;agrave; bifurca&amp;ccedil;&amp;atilde;o carot&amp;iacute;dea direita difusamente hipoec&amp;oacute;ico (padr&amp;atilde;o duvidoso), o qual  era irrigado por um vaso central relativamente calibroso &amp;nbsp;no estudo Doppler, cuja Velocidade sist&amp;oacute;lica  m&amp;aacute;xima foi de 5.3cm/s.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/04/04_10_06.jpg" width="466" height="155" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figura  6 A,B e C&lt;/strong&gt; da esquerda para a direita mostra um LN acolado  lateralmente ao trecho superior da veia jugular interna direita, anteriormente  &amp;agrave; bifurca&amp;ccedil;&amp;atilde;o carot&amp;iacute;dea direita, o qual continha uma &amp;aacute;rea acentuadamente  hipoec&amp;oacute;ica na regi&amp;atilde;o cortical, medindo 9.5x7.3x5.3mm nos maiores eixos (padr&amp;atilde;o &lt;strong&gt;duvidoso&lt;/strong&gt;), que era difusamente hipovacularizada  no estudo Doppler. A Velocidade sist&amp;oacute;lica m&amp;aacute;xima peri &amp;aacute;rea hipoec&amp;oacute;ica da  cortical deste LN foi de 6.7cm/s.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/04/04_10_07.jpg" width="456" height="162" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figura  7 A,B e C,&lt;/strong&gt; da esquerda para a direita, mostra a &amp;aacute;rea hipoec&amp;oacute;ica  irregular e discretamente heterog&amp;ecirc;neo&amp;nbsp; no  interior da&lt;strong&gt; gl&amp;acirc;ndula submandibular  direita&lt;/strong&gt;, medindo 18.7x15.7x10.2mm nos maiores eixos (padr&amp;atilde;o &lt;strong&gt;duvidoso&lt;/strong&gt;), que era moderadamente vascularizada  no estudo Doppler. A Velocidade sist&amp;oacute;lica m&amp;aacute;xima intra &amp;aacute;rea hipoec&amp;oacute;ica da gl&amp;acirc;ndula  submandibular direita foi de 18.4cm/s.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;  Diante desse resultado foi realizada nova &lt;strong&gt;PAAF em 13/04/2010, a qual foi direcionada  para 3 les&amp;otilde;es: &lt;/strong&gt;&amp;nbsp;para o n&amp;oacute;dulo s&amp;oacute;lido  palp&amp;aacute;vel da regi&amp;atilde;o infra loja do lobo direto/istmo tireoidiano, para o LN  duvidoso da regi&amp;atilde;o cervical alta que continha uma &amp;aacute;rea hipoec&amp;oacute;ica e para o  n&amp;oacute;dulo hipoec&amp;oacute;ico intra gl&amp;acirc;ndula salivar submandibular direita, cujo resultado  foi o seguinte:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;n&amp;oacute;dulo  infra loja tireoidiana direita/istmo&lt;/strong&gt;: &amp;aacute;rea de fibrose e c&amp;eacute;lulas adiposas  maduras.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;n&amp;oacute;dulo  cervical alto parajugular direito&lt;/strong&gt;: hiperplasia linf&amp;oacute;ide  reacional.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;n&amp;oacute;dulo  submandibular direito&lt;/strong&gt;: sialoadenite cr&amp;ocirc;nica inespec&amp;iacute;fica.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;NOSSOS  COMENT&amp;Aacute;RIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;O &lt;strong&gt;primeiro  exame de US, realizado antes do conhecimento do resultado da cintilografia &lt;/strong&gt;n&amp;atilde;o  constatou nenhuma imagem suspeita entre os linfonodos cervicais mapeados,  inclusive os da regi&amp;atilde;o submandibular direita. E o resultado do exame US estava  correto, conforme constatou-se evolutivamente. Caso houvesse algum linfonodo de  padr&amp;atilde;o maligno pelas caracter&amp;iacute;sticas US a hip&amp;oacute;tese prov&amp;aacute;vel seria de met&amp;aacute;stases  cervicais de carcinoma papil&amp;iacute;fero da tire&amp;oacute;ide e a paciente precisaria ser  operada. O problema surgiu ap&amp;oacute;s o resultado da cintilografia de corpo inteiro &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;Uma vez conhecido que a &lt;strong&gt;PCI havia revelado uma les&amp;atilde;o captante de iodo na regi&amp;atilde;o submandibular  direita,&lt;/strong&gt; junto &amp;agrave; margem anterior do m&amp;uacute;sculo esternocleidomastoideo direito,  o racioc&amp;iacute;nio mudou e passou-se a admitir que houve falha do exame US, que n&amp;atilde;o teria  localizado a les&amp;atilde;o suspeita. Foi realizado novo rastreamento, com resultado novamente  negativo. Por&amp;eacute;m, diante da necessidade de se localizar uma les&amp;atilde;o compat&amp;iacute;vel  para ser biopsiada, o crit&amp;eacute;rio primordial foi topogr&amp;aacute;fico (deveria coincidir  com o local da massa identificada na cintilografia). Outros crit&amp;eacute;rios menores  seriam o tamanho (maior que outros LN da regi&amp;atilde;o), a textura (deveria conter  alguma &amp;aacute;rea de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o textural focal suspeita) ou o padr&amp;atilde;o de vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o  (padr&amp;atilde;o de LN duvidoso ou maligno). E, como n&amp;atilde;o havia nenhum n&amp;oacute;dulo francamente  maligno pelo padr&amp;atilde;o textural ou de vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apenas sobrou os crit&amp;eacute;rios  de topografia e do tamanho, que s&amp;atilde;o muito pouco sens&amp;iacute;veis para detec&amp;ccedil;&amp;atilde;o de  met&amp;aacute;stases em linfonodos cervicais.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;O  resultado da primeira PAAF &lt;/strong&gt;direcionada por esses crit&amp;eacute;rios&lt;strong&gt; foi negativo para met&amp;aacute;stases em linfonodos  de carcinoma papil&amp;iacute;fero da tire&amp;oacute;ide&lt;/strong&gt;. E a m&amp;eacute;dica endocrinologista n&amp;atilde;o  aceitou esse resultado, interpretando-o como falso negativo da US e da  citopatologia (PAAF guiada pelo US), uma vez que deveria haver uma les&amp;atilde;o  captante de iodo n&amp;atilde;o detectada pelo US, o que s&amp;oacute; foi esclarecido 1 ano ap&amp;oacute;s,  quando a paciente retornou.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;Na segunda  PAAF ficou elucidado o mist&amp;eacute;rio da paciente apresentar uma &amp;aacute;rea captante de  iodo na regi&amp;atilde;o submandibular&lt;/strong&gt;, ainda que n&amp;atilde;o apresentasse  nenhum linfonodo claramente suspeito de malignidade pelo mapeamento US dos LN  cervicais: era um foco de &lt;strong&gt;sialoadenite  cr&amp;ocirc;nica &lt;/strong&gt;ativa na gl&amp;acirc;ndula submandibular direita. Frequentemente s&amp;oacute; nos recordamos  que a tire&amp;oacute;ide capta iodo, assim como as recidivas tumorais locais e as met&amp;aacute;stases  do c&amp;acirc;ncer tireoidiano para linfonodos cervicais e nos esquecemos que as  gl&amp;acirc;ndulas salivares captam iodo. E &amp;eacute; justamente devido ao fato das gl&amp;acirc;ndulas salivares  captarem iodo, que pacientes submetidos &amp;agrave; iodoterapia, ap&amp;oacute;s cirurgia de c&amp;acirc;ncer  tireoidiano, podem apresentar sialoadenite act&amp;iacute;nica e terem xerostomia  permanente (boca seca pela aus&amp;ecirc;ncia de saliva). Neste caso &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel que a  paciente tenha ficado com um foco permanente de sialoadenite cr&amp;ocirc;nica, ap&amp;oacute;s ter  se submetido &amp;agrave; iodoterapia, que dificultou o diagn&amp;oacute;stico e quase resultou em  nova cirurgia.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Porque a &amp;aacute;rea de sialoadenite n&amp;atilde;o foi  detectada na ocasi&amp;atilde;o da primeira PAAF?&lt;/strong&gt; A resposta mais prov&amp;aacute;vel para esta  quest&amp;atilde;o seria interpretar o foco de inflama&amp;ccedil;&amp;atilde;o como isoecog&amp;ecirc;nico na 1&amp;ordf; PAAF, ou  seja, n&amp;atilde;o havia contraste entre a gl&amp;acirc;ndula normal e patol&amp;oacute;gica, o que  impossibilitou sua identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Isso pode ser decorr&amp;ecirc;ncia da inflama&amp;ccedil;&amp;atilde;o e  edema intersticial serem muito discretos naquela ocasi&amp;atilde;o. Afastamos outras  hip&amp;oacute;teses poss&amp;iacute;veis e frequentes, uma vez que a examinadora, o paciente e o  equipamento utilizado foram os mesmos nas duas circunst&amp;acirc;ncias. &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;li&gt;&lt;strong&gt;Moral  da hist&amp;oacute;ria: se voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o est&amp;aacute; vendo n&amp;atilde;o invente e acredite no seu resultado.&lt;/strong&gt; Se  o seu parecer no exame ultrassonogr&amp;aacute;fico conflita com o de outro m&amp;eacute;todo  proped&amp;ecirc;utico, confie na sua percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &lt;strong&gt;emita  o laudo do que est&amp;aacute; vendo e n&amp;atilde;o do que deveria estar vendo &amp;agrave; luz de outro  m&amp;eacute;todo proped&amp;ecirc;utico.&lt;/strong&gt; O m&amp;eacute;dico quer a tua opini&amp;atilde;o, que adv&amp;ecirc;m dos achados  ultrassonogr&amp;aacute;ficos. Os achados das outras modalidades de diagn&amp;oacute;stico por imagem  ele j&amp;aacute; tem ou ter&amp;aacute;. &amp;Eacute; fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do cl&amp;iacute;nico unir todas essas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es,  correlacion&amp;aacute;-las e emitir o diagn&amp;oacute;stico final para o paciente, assim como  estabelecer a conduta. Essa &amp;eacute; fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o dele e n&amp;atilde;o do ultrassonografista. E O US  n&amp;atilde;o pode acertar sempre, como nenhum m&amp;eacute;todo. &lt;strong&gt;Neste caso coincidiu que a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos dois exames era correta&lt;/strong&gt;,  tanto a do US, relatando que n&amp;atilde;o havia sinais de met&amp;aacute;stases de c&amp;acirc;ncer  tireoidiano, como a da Cintilografia, que detectou uma &amp;aacute;rea captante de iodo na  regi&amp;atilde;o submandibular direita - apenas ela n&amp;atilde;o era met&amp;aacute;stase de CA papil&amp;iacute;fero,  mas um foco de sialoadenite.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-3769351630200923673?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/3769351630200923673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=3769351630200923673&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/3769351630200923673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/3769351630200923673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2010/04/quando-ultrassonografia-contradiz-outro.html' title='QUANDO A ULTRASSONOGRAFIA CONTRADIZ OUTRO EXAME DE IMAGEM, FIQUE COM A SUA IMAGEM'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-6656688623940784040</id><published>2010-03-15T18:25:00.001-03:00</published><updated>2010-03-15T18:26:13.773-03:00</updated><title type='text'>ULTRASSONOGRAFISTA CONFUNDE ANATOMIA NORMAL DA MAMA COM PATOLOGIA</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;  Paciente &amp;nbsp;do sexo feminino, 58 anos, menopausada desde  mar&amp;ccedil;o/2005, assintom&amp;aacute;tica, em uso de Syntroid 25mcg, L&amp;iacute;pitor, Oscal D e v&amp;aacute;rios  ch&amp;aacute;s fitoter&amp;aacute;picos. &amp;Eacute; portadora de b&amp;oacute;cio col&amp;oacute;ide multinodular e faz  acompanhamento USG da Tire&amp;oacute;ide em nosso servi&amp;ccedil;o desde 14/09/2005. Em  setembro/2009 um dos n&amp;oacute;dulos do lobo direito acompanhados cresceu 5.8 vezes e  foi submetido a PAAF, que constatou tratar-se de b&amp;oacute;cio col&amp;oacute;ide. Nesta ocasi&amp;atilde;o  ela mostrou-se preocupada com o resultado da ultrassonografia realizada em  23/09/09 em outro servi&amp;ccedil;o, que havia constatado uma anormalidade, que n&amp;atilde;o soube  explicar corretamente qual era, mas que a m&amp;eacute;dica ultrassonografista tinha  indicado investigar com pun&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sugeri que trouxesse todos os exames e, se  necess&amp;aacute;rio, repetisse a ultrassonografia. Ela disse que faria isso, quando retornasse  da viagem para visitar os filhos que moram na Europa, o que aconteceu em 12/03/2010.  Os exames que ela trouxe, mamografias e ultrassonografias realizadas em outro  servi&amp;ccedil;o desde 18/01/2007, &amp;nbsp;eram normais. Os  laudos emitidos no&lt;strong&gt; exame de 22/01/2009&lt;/strong&gt; s&amp;atilde;o os seguintes&lt;strong&gt;: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;ul&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;MAMOGRAFIA&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Mamas parcialmente lipossubstitu&amp;iacute;das. Calcifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o isolada &amp;agrave; esquerda, de  aspecto benigno. N&amp;atilde;o se observam n&amp;oacute;dulos espiculados, microcalcifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es  pleom&amp;oacute;rficas agrupadas ou altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es focais da arquitetura mam&amp;aacute;ria. Linfonodos  axilares de aspecto radiol&amp;oacute;gico normal. &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;USG: &lt;/strong&gt;As  mamas apresentam ecogenicidade caracter&amp;iacute;stica em todos os quadrantes. N&amp;atilde;o h&amp;aacute;  evid&amp;ecirc;ncias de les&amp;atilde;o s&amp;oacute;lida ou c&amp;iacute;stica.An&amp;aacute;lise comparativa: Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao exame  de 01/2008, n&amp;atilde;o se observam altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;OPINI&amp;Atilde;O: &lt;/strong&gt;Achados  benignos. Pelo sistema de padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de laudos &lt;strong&gt;BI-RADS: categoria I&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/03/03_01.jpg" width="414" height="374" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;Fig.  1a, b,c, d,&lt;/strong&gt; da esquerda para a direita, &lt;strong&gt;Mamografia&lt;/strong&gt; do exame realizado em janeiro de 2009 (&lt;strong&gt;a, b&lt;/strong&gt; &amp;nbsp;&amp;nbsp;Mama direita) e (&lt;strong&gt;c, d &lt;/strong&gt;Mama esquerda)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/03/03_02.jpg" width="503" height="330" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;Fig.  2 a, b,c, d&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;Ultrassonografia &lt;/strong&gt;do exame realizado em outro servi&amp;ccedil;o em janeiro de 2009 da Mama esquerda,  inclusive da regi&amp;atilde;o retroareolar onde se observa o padr&amp;atilde;o de mama lipossubstitu&amp;iacute;da  normal da menopausada, sem ectasia ductal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O seguimento &lt;strong&gt;USG&lt;/strong&gt; ap&amp;oacute;s 9 meses, realizado em 23/09/09,  no mesmo servi&amp;ccedil;o do exame pr&amp;eacute;vio, mas por outra ultrassonografista, mudou sua  opini&amp;atilde;o, relatando uma les&amp;atilde;o s&amp;oacute;lida retroareolar esquerda associada &amp;agrave; dilata&amp;ccedil;&amp;atilde;o  ductal, que inexistia no exame pr&amp;eacute;vio e aumentou duas classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es do BIRADS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laudo emitido no&lt;strong&gt; exame de 23/09/2009&lt;/strong&gt; &amp;eacute; o seguinte&lt;strong&gt;: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;ul&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;USG:&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;A derme e o tecido  subcut&amp;acirc;neo periglandular t&amp;ecirc;m aspecto normal. As mamas apresentam ecogenicidade  caracter&amp;iacute;stica em todos os quadrantes. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; evid&amp;ecirc;ncias de les&amp;atilde;o s&amp;oacute;lida ou  c&amp;iacute;stica. Nota-se na regi&amp;atilde;o retroareolar da mama esquerda, ectasia ductal focal,  com conte&amp;uacute;do ecog&amp;ecirc;nico no seu interior, medindo cerca de 1.1x0.7x0.4cm, sem  vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Doppler colorido.Planos profundos musculares de aspecto  normal. Linfonodos axilares de aspecto habitual.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;Opini&amp;atilde;o: &lt;/strong&gt;Ducto  ectasiado na regi&amp;atilde;o retro areolar da mama esquerda, com conte&amp;uacute;do s&amp;oacute;lido  /espesso no seu interior. Pelo sistema de padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de laudos BI-RADS:  categoria IV.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;Recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o: &lt;/strong&gt;Considerar  estudo por citopun&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;As imagens  ultrassonogr&amp;aacute;ficas que indicavam a patologia relatada pela ultrassonografista  seguem abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/03/03_03.jpg" width="490" height="377" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;Figura 3 a,b,c, d, &lt;/strong&gt;da esquerda  para a direita&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;. As quatro imagens representam a regi&amp;atilde;o retroareolar  da mama esquerda e a seta na imagem &lt;strong&gt;c&lt;/strong&gt; aponta o &amp;ldquo;ducto ectasiado&amp;rdquo;, que a ultrassonografista interpretou como de  &amp;ldquo;conte&amp;uacute;do s&amp;oacute;lido e medindo 1.1x0.7x0.4cm&amp;rdquo;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/03/03_04.jpg" width="280" height="209" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;Figura 4&lt;/strong&gt; representa a &lt;strong&gt;&amp;uacute;nica imagem do exame dispon&amp;iacute;vel do estudo Doppler&lt;/strong&gt; que foi  realizado no outro servi&amp;ccedil;o. Mostra a regi&amp;atilde;o retroareolar esquerda. Observar que &lt;strong&gt;nenhum vaso &amp;eacute; mostrado no par&amp;ecirc;nquima  mam&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt; e, mesmo assim, a ultrassonografista concluiu que a  les&amp;atilde;o s&amp;oacute;lida de ducto retroareolar era sem vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sugeriu investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela citopun&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A paciente foi examinada em nosso  servi&amp;ccedil;o e os &lt;strong&gt;ductos identificados na  mama esquerda tinham calibre normal&lt;/strong&gt; (variaram entre 0.9 a 1.7mm) e &lt;strong&gt;n&amp;atilde;o foi detectado nenhum conte&amp;uacute;do s&amp;oacute;lido no  interior dos mesmos&lt;/strong&gt;. As imagens do exame de alta resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em m&amp;oacute;dulo B mais  representativas s&amp;atilde;o mostradas na &lt;strong&gt;figura 5&lt;/strong&gt;,  de v&amp;aacute;rios &amp;acirc;ngulos da regi&amp;atilde;o retroareolar esquerda, inclusive dos ductos a&amp;iacute;  situados. A resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contraste do equipamento permite &lt;strong&gt;distinguir o ducto&lt;/strong&gt; convergindo para o mamilo, com seu &lt;strong&gt;conte&amp;uacute;do anec&amp;oacute;ico&lt;/strong&gt;, do &lt;strong&gt;par&amp;ecirc;nquima &lt;/strong&gt;ao redor mais ecog&amp;ecirc;nico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/03/03_05.jpg" width="496" height="593" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;Figura 5 a,b,c,d,e,f&lt;/strong&gt; representa as imagens das 2, 3 ,4, 6,  8 e 12 horas da mama esquerda, do canto superior esquerdo ao inferior direito,  respectivamente, podendo-se observar v&amp;aacute;rios ductos convergindo para o mamilo,  todos eles de calibre normal e conte&amp;uacute;do anec&amp;oacute;ico, sem vegeta&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute;lida  intra-ductal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/03/03_06.jpg" width="441" height="668" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &amp;nbsp;&lt;strong&gt;Figura 6 &lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a,  b, c, d, e, f&lt;/strong&gt; Estudo Doppler da mama esquerda representando os quatro  quadrantes (da esquerda para a direita, em sentido hor&amp;aacute;rio: 2, 4, 8 e 10 horas)  e todas as imagens mostram que o par&amp;ecirc;nquima mam&amp;aacute;rio &amp;eacute; normovascularizado e as  velocidades sist&amp;oacute;licas m&amp;aacute;ximas s&amp;atilde;o inferiores a 15cm/s (normais). Observar que  a &lt;strong&gt;afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de normovasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute;  baseada na identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta de vasos no mapa com Power Doppler e, pelo  estudo do Doppler puls&amp;aacute;til dos vasos identificados.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;strong&gt;NOSSOS COMENT&amp;Aacute;RIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Na an&amp;aacute;lise do exame realizado em  setembro de 2009 no outro servi&amp;ccedil;o constatamos v&amp;aacute;rios erros grosseiros:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;ul&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&amp;nbsp;foram &lt;strong&gt;interpretadas  como patol&amp;oacute;gicas estruturas normais retroareolares: ducto dilatado com conte&amp;uacute;do  s&amp;oacute;lido. &lt;/strong&gt;O ducto ectasiado correspondia a uma &amp;aacute;rea de lipossubstitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o,  frequente em mamas de menopausadas. As &amp;ldquo;paredes&amp;rdquo; da estrutura interpretada como  ducto correspondiam ao tecido fibroglandular remanescente da regi&amp;atilde;o central da  mama (escasso), assim como aos ligamentos de Cooper (nunca desaparecem, mesmo  na lipossubstitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa da idosa) e que circundavam o tecido adiposo. O  &amp;ldquo;material s&amp;oacute;lido intra-ductal&amp;rdquo; era apenas tecido gorduroso normal da mama  (hipoecog&amp;ecirc;nico, como habitualmente &amp;eacute;, mas com arquitetura tecidual  identific&amp;aacute;vel, por isso dito corretamente que era &amp;ldquo;s&amp;oacute;lido&amp;rdquo;);&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;nenhum  vaso &amp;eacute; mostrado no par&amp;ecirc;nquima mam&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt; e, mesmo assim, a  ultrassonografista&amp;nbsp; concluiu que a  les&amp;atilde;o s&amp;oacute;lida de ducto retroareolar era sem vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; e sugeriu investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela citopun&amp;ccedil;&amp;atilde;o.  Quando nenhum vaso &amp;eacute; mostrado dentro da caixa do Doppler, temos duas  interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es poss&amp;iacute;veis:&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;ul&gt;&lt;br /&gt;      &lt;li&gt;&lt;strong&gt;O  aparelho n&amp;atilde;o tem sensibilidade para examinar o tecido mam&amp;aacute;rio&lt;/strong&gt; (erro  t&amp;eacute;cnico) e &amp;eacute; incapaz de detectar os finos vasos de baixa velocidade que est&amp;atilde;o  presentes na gl&amp;acirc;ndula. Esta possibilidade &amp;eacute; comum em nosso meio&amp;nbsp; devido muitos servi&amp;ccedil;os trabalharem com  equipamentos Doppler de m&amp;eacute;dio porte, que s&amp;atilde;o mais econ&amp;ocirc;micos, mas que t&amp;ecirc;m  baix&amp;iacute;ssima sensibilidade para detectar fluxo sangu&amp;iacute;neo em vasos menos  calibrosos e de baixa velocidade , comuns na mama e, portanto, s&amp;atilde;o incapazes de  examin&amp;aacute;-la. Neste caso, o correto seria a colega ter-se negado a dar um parecer  &amp;nbsp;sobre o padr&amp;atilde;o de vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mama  com um equipamento inadequado;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;      &lt;li&gt;&lt;strong&gt;o  equipamento &amp;eacute; bom, mas a ultrassonografista n&amp;atilde;o ajustou adequadamente o PRF  para vasos de baixa velocidade&lt;/strong&gt; (erro do examinador). Cada tecido, cada  &amp;oacute;rg&amp;atilde;o, cada estrutura requer um ajuste Doppler diferente. Necessariamente,  antes de concluir pela hipovasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da les&amp;atilde;o, ela &lt;strong&gt;teria que mostrar dentro da caixa do Doppler algum vaso do par&amp;ecirc;nquima  normal &lt;/strong&gt;para garantir, em caso de processo m&amp;eacute;dico, que o perito emitisse um  parecer sobre o padr&amp;atilde;o de vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o analisado. &amp;nbsp;Nas cortes judiciais americanas, sempre que um  processo contra ultrassonografistas envolve a an&amp;aacute;lise do estudo Doppler, h&amp;aacute; uma  jurisprud&amp;ecirc;ncia estabelecida por consenso de especialistas, de que o estudo s&amp;oacute;  ser&amp;aacute; aceito como interpret&amp;aacute;vel pelo perito, caso a afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do padr&amp;atilde;o de &lt;strong&gt;vasculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; esteja baseada no mapa a  cores com a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta de vasos &lt;strong&gt;e pelo estudo do Doppler puls&amp;aacute;til &lt;/strong&gt;dos vasos identificados (&amp;uacute;nico  crit&amp;eacute;rio aceito como indiscut&amp;iacute;vel). O mapa a cores pode facilmente conter &lt;strong&gt;&amp;aacute;reas coloridas que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o vasos&lt;/strong&gt; e s&amp;atilde;o  resultantes da movimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do paciente, da sonda ou dos tecidos. Somente a  identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pulsatilidade arterial caracter&amp;iacute;stica no Doppler puls&amp;aacute;til  garante que a estrutura a cores que est&amp;aacute; sendo vista como vaso &amp;eacute;, de fato, uma  art&amp;eacute;ria e, consequentemente, os ajustes do equipamento foram efetivamente  realizados. Em caso de estrutura avascular, como ocorre na tor&amp;ccedil;&amp;atilde;o testicular, o  estudo do Doppler puls&amp;aacute;til (obrigat&amp;oacute;rio) deve mostra vasos com pulsatilidade  arterial no test&amp;iacute;culo saud&amp;aacute;vel e a aus&amp;ecirc;ncia dela no test&amp;iacute;culo torcido, sendo  que as duas imagens devem ser projetadas na tela concomitantemente, a o  test&amp;iacute;culo avascular e a do normovascularizado, mostrando que o estudo foi  corretamente realizado.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;Baseada no erro interpretativo a  ultrassonografista mudou a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mama de BIRADS II (do mesmo servi&amp;ccedil;o  h&amp;aacute; 9 meses) para IV, o que praticamente impunha uma investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da les&amp;atilde;o pelo  cl&amp;iacute;nico. &lt;/strong&gt;A paciente n&amp;atilde;o se submeteu a esse procedimento invasivo  exclusivamente por uma convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal de que n&amp;atilde;o tinha nada, preferindo  aguardar o exame a ser realizado no retorno no nosso servi&amp;ccedil;o. Sua tranquilidade  permitiu que viajasse para o exterior para ver os filhos no final do ano, como  havia programado originalmente. Poucas vezes observamos mulheres atuarem com  tanta seguran&amp;ccedil;a em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o as mamas, mas o hist&amp;oacute;rico familiar de nenhum c&amp;acirc;ncer,  tanto pelo lado materno, quanto paterno, deve ter contribu&amp;iacute;do para isso.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;    &lt;li&gt;&lt;strong&gt;A ultrassonografista n&amp;atilde;o se baseou&lt;/strong&gt; no  exame pr&amp;eacute;vio realizado no mesmo servi&amp;ccedil;o, que relatava mamas normais  lipossubstitu&amp;iacute;das (mamografia e USG), sem ectasia ductal. O correto seria ter  analisado o exame pr&amp;eacute;vio, visto que a mesma imagem existia, mas n&amp;atilde;o havia sido  valorizada pelo seu colega e feito algum coment&amp;aacute;rio sobre essa mudan&amp;ccedil;a  significante em pouco tempo, antes de indicar um procedimento invasivo. &amp;Eacute; muita  pressa!&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-6656688623940784040?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/6656688623940784040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=6656688623940784040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6656688623940784040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6656688623940784040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2010/03/ultrassonografista-confunde-anatomia.html' title='ULTRASSONOGRAFISTA CONFUNDE ANATOMIA NORMAL DA MAMA COM PATOLOGIA'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-5809748639000302525</id><published>2010-02-01T20:26:00.004-02:00</published><updated>2010-02-01T20:48:48.795-02:00</updated><title type='text'>EXAME DE CARÓTIDAS QUE NÃO SEGUE O PROTOCOLO É INÚTIL</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;EXAME DE CARÓTIDAS QUE NÃO SEGUE O PROTOCOLO É INÚTIL&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Paciente do sexo feminino, 48 anos de idade, hígida, procura nosso serviço para realização de exame ultrassonográfico das artérias carótidas com estudo Doppler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traz dois exames realizados em outro serviço 17/01/2008 e 17/07/2008, cujos laudos US e imagens são transcritos a seguir:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;ULTRASSOM DAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS (Exame 17.01.2008)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sistema carotídeo com vasos apresentando calibre e trajeto normais, exceto por tortuosidade da artéria carótida interna direita, porém sem acotovelamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Espessamento médio-intimal difuso&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, destacando-se placa ateromatosa situada na parede posterior do bulbo à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avaliação &lt;strong&gt;&lt;u&gt;Doppler&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; demonstra sinais de &lt;strong&gt;&lt;u&gt;turbulência&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;, sem elevação significativa das velocidades de pico sistólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velocidades mensuradas (cm/s)&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;&lt;strong&gt;VASO&lt;/strong&gt; &lt;/td&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;&lt;strong&gt;SÍSTOLE&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;&lt;strong&gt;DIÁSTOLE&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;ACCD&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;66&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;16&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;ACID&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;62&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;18&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;ACED&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;67&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;8&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;ACCE&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;88&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;20&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;ACIE&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;53&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;22&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;ACEE&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;99&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;15&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CONCLUSÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Sinais de ateromatose carotídea sem repercussões dopplervelocimétricas significativas.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Tortuosidade da ACID.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As imagens do exame de 17.01.08 são mostradas abaixo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;  &lt;img height="1003" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/02_01_10_a.jpg" width="456" /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;ULTRASSOM DAS ARTÉRIAS CARÓTIDAS (Exame 17.07.2008)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Aspecto morfológico normal&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt; das carótidas comuns, bulbos, carótida interna esquerda e carótidas externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Tortuosidade da CID.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espessamento médio-intimal discreto e difuso, com placas calcificadas na carótida comum esquerda, bulbos e emergência das carótidas internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise com Doppler espectral evidenciou velocidades dentro da normalidade nos segmentos carotídeos analisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velocidades observadas ao Doppler espectral na ACC e ACI:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;table&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;&lt;strong&gt;PARÂMETROS &lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;&lt;strong&gt;DIREITA&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;&lt;strong&gt;ESQUERDA&lt;/strong&gt;&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;VSM ACI&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;108&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;55&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;Vel. Diastólica final ACI&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;44&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;16&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;Vel. Sistólica máxima ACC &lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;104&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" width="192"&gt;69&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CONCLUSÃO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Tortuosidade ACI.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Espessamento médio-intimal.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Discreta ateromatose. &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As imagens do exame de 17.07.08 são mostradas abaixo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img height="2660" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/02_01_10_b.jpg" width="494" /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Nossos comentários sobre o primeiro exame&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;realizado em 17.01.2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;No primeiro exame foi relatado &lt;strong&gt;espessamento médio-intimal difuso&lt;/strong&gt;, mas a espessura &lt;strong&gt;não foi especificada&lt;/strong&gt;, nem o local onde foi avaliada (carótida comum ou carótida interna). Como &lt;strong&gt;cada milímetro dessa espessura aumenta o risco cardiovascular&lt;/strong&gt;, é indispensável no protocolo da carótida, que conste a espessura médio-intimal, inclusive para avaliação evolutiva dessa placa, que pode aumentar ou diminuir de acordo com o resultado da terapia instituída, sendo um dado fundamental para a modificação do tratamento, caso continue aumentando. Além do mais, nenhuma imagem em módulo B estava disponível para que fosse feita essa medida posteriormente, a partir da imagem. Só havia fotos coloridas, que não permitem uma visualização clara da parede. Entretanto, se a medida for realizada na imagem de módulo B, com a utilização de um caliper, o erro pode superar o desejável para uma medida que necessita ser tão precisa. Sem a mensuração da camada médio-intimal não é possível fazer o acompanhamento evolutivo.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Na avaliação Doppler o colega &lt;strong&gt;relata turbulência&lt;/strong&gt;, que é um sinal geralmente associado à obstrução. O único local da carótida onde a turbulência ocorre fisiologicamente é a região do bulbo carotídeo. Entretanto, &lt;strong&gt;não foi especificado em que local a turbulência&lt;/strong&gt; estava situada. Se for fora do bulbo carotídeo é indício de patologia, ainda que a velocidade esteja dentro da normalidade. &lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Havia o relato de &lt;strong&gt;placas de ateroma&lt;/strong&gt;, mas nenhuma delas foi medida e topografada, o que seria indispensável para acompanhamento evolutivo.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Não foi descrito o &lt;strong&gt;tipo de placa de ateroma&lt;/strong&gt; e esta descrição é muito importante para determinar o risco de trombose e embolização. Ou seja, o exame que o colega realizou não tem valor prático para fins de avaliação do grau atual da moléstia ateromatosa, do risco cardiovascular e para posterior acompanhamento evolutivo. É um exame pro forma que não tem utilidade prática nenhuma.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nossos comentários sobre o segundo exame&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;realizado em 17.07.2008&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;O segundo exame foi realizado no mesmo serviço e inicia dizendo que as carótidas comuns, bulbos, carótida interna esquerda e carótidas externas estão com morfologia normal. Em seguida relata uma série de anomalias morfológicas tipo tortuosidade da carótida interna direita, espessamento médio-intimal e placas, ou seja, não estavam normais morfologicamente.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Mais uma vez se relatou a presença de &lt;strong&gt;espessamento médio-intimal&lt;/strong&gt; discreto e difuso sem especificar a medida, que possibilitaria a determinação do risco cardiovascular e impossibilitando a comparação o exame prévio que também não mensurava esse importante parâmetro. Desta vez havia algumas fotos bidimensionais da carótida, mas a medida com caliper é pouco precisa para estimativa da espessura íntima-média.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;O mesmo pode-se dizer com relação à presença de &lt;strong&gt;placas calcificadas na carótida&lt;/strong&gt; comum esquerda, bulbos e emergências das carótidas internas: não foram mensuradas as placas, nem especificadas a topografia e formato da placa, o que influencia no prognóstico de oclusão. Uma placa circunferencial é mais obstrutiva do que uma que abranja somente uma parede do vaso, mesmo que tenham a mesma espessura.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Mais uma vez &lt;strong&gt;não foi mencionado o tipo de placa&lt;/strong&gt;, determinante do risco de trombose e embolização, conforme mencionado previamente. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Embora o exame tenha sido realizado no mesmo serviço, ele ignorou o relatório prévio, não fazendo qualquer menção de modificação evolutiva. Se um dos princípios clássicos da medicina é utilizar o mesmo serviço, o mesmo médico, o mesmo protocolo a fim de se obter os melhores resultados da análise comparativa, o que temos observado é que os serviços de imagem em geral ignoram os exames prévios que eles próprios realizaram, deixando de oferecer ao paciente este importantíssimo auxílio diagnóstico.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Observamos também que os &lt;strong&gt;protocolos diferem de um exame para outro&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;de um examinador para outro&lt;/strong&gt;, dificultando ainda mais a análise comparativa. Neste caso o primeiro exame não ofereceu nenhuma imagem de módulo B, apenas de Doppler colorido, o que é totalmente insuficiente na análise da carótida. &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Verificamos também que nenhum dos exames realizou as &lt;strong&gt;medidas do calibre pérvio e do calibre real das carótidas&lt;/strong&gt;, muito importante no local das placas ateroscleróticas.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No próximo Blog iremos mostrar o laudo e as fotos do exame ultrassonográfico das carótidas desta paciente realizado na Sonimage, no qual seguimos o protocolo internacional para exame desses vasos&lt;/strong&gt;. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-5809748639000302525?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/5809748639000302525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=5809748639000302525&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5809748639000302525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5809748639000302525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2010/02/exame-de-carotidas-que-nao-segue-o.html' title='EXAME DE CARÓTIDAS QUE NÃO SEGUE O PROTOCOLO É INÚTIL'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-7960991061753582158</id><published>2010-01-25T18:42:00.003-02:00</published><updated>2010-01-25T19:38:16.702-02:00</updated><title type='text'>PODE HAVER DISCORDÂNCIA ENTRE MEDIDAS US E AP SEM INDICAR ERRO ULTRASSONOGRÁFICO OU DO ANATOMOPATOLÓGICO?</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;PODE HAVER DISCORDÂNCIA ENTRE MEDIDAS US E AP SEM INDICAR ERRO ULTRASSONOGRÁFICO OU DO ANATOMOPATOLÓGICO?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;Paciente do sexo feminino, 25 anos de idade, em uso de anticoncepcional oral, relata dores abdominais em hipogástrio no período pré-menstrual, a qual melhorava com o uso de antiinflamatório não esteróide. Realizou seu primeiro exame US da pelve em outro serviço&lt;strong&gt;, &lt;/strong&gt;a pedido do seu ginecologista e o diagnóstico foi de ovário micropolicístico (a paciente não trouxe o exame prévio e apenas relatou a conclusão). O médico não aceitou esse diagnóstico, pois palpava uma massa na região anexial direita, que não havia sido mencionada no exame inicial e pediu que ela repetisse o exame US em nosso serviço, o qual foi realizado em &lt;strong&gt;25.09.2008, &lt;/strong&gt;no qual não constatamos quaisquer sinais de ovários micropolicísticos e, &lt;strong&gt;na topografia do ovário direito&lt;/strong&gt;, observamos a presença de uma &lt;strong&gt;massa mista ( fig. 1)&lt;/strong&gt;, de limites regulares, predominantemente sólida, hiperecogênica em relação ao tecido gonadal normal e acentuadamente heterogênea. Esta massa &lt;strong&gt;mediu &lt;/strong&gt;6.5x5.7x3.2cm nos seus maiores eixos&lt;strong&gt; cm &lt;/strong&gt;nos maiores eixos. A parte cística da lesão era constituída por várias lojas independente, de limites irregulares, veladas por múltiplas partículas sólidas em suspensão, sendo que as duas maiores mediram: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Área C1: 1.8x1.7x1.4cm nos maiores eixos;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Área C2: 2.0x1.9x1.0cm nos maiores eixos.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A escassa quantidade de parênquima ovariano remanescente encontrava-se deslocado súpero-lateralmente à direita pela massa ovariana previamente descrita &lt;strong&gt;(fig.2, à esquerda)&lt;/strong&gt;, tinha espessura variável entre 3.5 e 5.1mm e aspecto textural normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;estudo Doppler da massa mista&lt;/strong&gt; revelou que a parte sólida da massa mista do ovário direito era acentuadamente hipo ou avascularizada internamente &lt;strong&gt;(fig.3)&lt;/strong&gt;, sendo o restante da gônada direita relativamente hipovascularizada em relação ao esperado para o período reprodutor. O ovário esquerdo era normal &lt;strong&gt;(fig. 2 à direita)&lt;/strong&gt;. Não havia microcistos, em quantidade acima do que é o normal para parênquima ovariano no período reprodutor, bilateralmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas hipóteses diagnósticas mencionadas na conclusão foram:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Cisto dermóide;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Outros processos expansivos da linhagem mista gonadal.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img height="196" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/25_01_10_01.jpg" width="472" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Figura 1&lt;/strong&gt; mostra a massa anexial direita em longitudinal (&lt;strong&gt;à esquerda&lt;/strong&gt;) em transversal (&lt;strong&gt;à direita&lt;/strong&gt;) medindo 6.5x5.7x3.2cm nos seus maiores eixos. Observar que o tecido sólido é bem hiperecogênico e heterogêneo, o que é característico dos cistos dermóide, devido conter tecidos com diferentes composições teciduais e impedâncias acústicas. Essa grande heterogeneidade textural torna a massa similar ao padrão do intestino que também é heterogêneo. As áreas hiperecogênico correlacionam com as áreas amareladas (gordura) e pelos, sendo que estes últimos costumam gerar sombra acústica distal, observada em algumas regiões da massa, pois são compostos de queratina que é hiperdensa.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img height="210" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/25_01_10_02.jpg" width="516" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Figura 2&lt;/strong&gt; à&lt;strong&gt; esquerda&lt;/strong&gt; é mostrado o tecido ovariano normal remanescente, medindo entre 3.5 e 5.1mm, envolvendo a margem anterolateral da massa anexial direita, que correspondia ao teratoma adulto cístico benigno. &lt;strong&gt;À&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;direita&lt;/strong&gt; é mostrada uma imagem do ovário esquerdo em longitudinal, posteriormente à região fúndica do útero, podendo-se observar alguns microcistos esparsos no seu interior, que é a característica normal do tecido gonadal durante o período reprodutor.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img height="204" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2010/25_01_10_03.jpg" width="538" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Figura 3&lt;/strong&gt; à&lt;strong&gt; esquerda&lt;/strong&gt; é mostrada a massa mista anexial direita em estudo com Power Doppler, sem nenhum vaso detectável no seu interior, o que é correto, pois a constituição de gordura, pelos e áreas císticas, que foi revelada no estudo histológico desta tumoração, é realmente avascular. Prestar atenção na presença de vasos peri-anexiais visíveis no Power Doppler, o que é importante estar presente na imagem para demonstrar que o ajuste do equipamento foi correto. Na &lt;strong&gt;imagem à direita&lt;/strong&gt; é mostrado o estudo com Doppler pulsátil, que é mais sensível que o Doppler colorido para rastrear a presença de vasos, no qual apenas a linha basal continua é visualizável quando o curso amostra a parte sólida da massa anexial direita, que correspondia ao teratoma adulto cístico benigno, corroborando que é uma lesão acentuadamente hipo ou avascularizada, correlacionando-se perfeitamente com o anatomopatológico.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;ooforectomia direita&lt;/strong&gt; foi realizada em &lt;strong&gt;15.10.2008 &lt;/strong&gt;e o resultado do exame anatomopatológico (AP) foi: o espécime é constituído por estrutura ovalada identificada como ovário direito, pesando 18 gramas e medindo 4.0x3.5x3.0cm nos maiores eixos, cuja superfície externa é lisa e brilhante, branco-pardacenta. A consistência é elástica. Aos cortes apresenta ampla formação cavitária preenchida por material pastoso e amarelado, entremeado por pelos. Internamente, notam-se áreas espessadas de colorido amarelado e consistência firme. O exame microscópico foi compatível com &lt;strong&gt;Teratoma adulto cístico&lt;/strong&gt;. Antes de ler os comentários abaixo, tente formular suas hipóteses diagnosticas para explicar a discordância entre US e AP na mensuração da massa mista anexial direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossos Comentários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico ultrassonografico realizado em nosso laboratório suspeitou corretamente que a massa anexial direita era um cisto dermóide foi correto. Entretanto, houve uma discordância entre as medidas US e AP. A massa diagnosticada pelo US era 62% maior do que mensurada no AP. Essa discordância pode ser interpretada de três formas distintas: &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;O &lt;strong&gt;exame ultrassonografico não é fidedigno&lt;/strong&gt; para estimar as medidas de órgãos e estruturas. Esta hipótese conflita coma vários outros estudos realizados na literatura que demonstram que a ultrassonografia é capaz de reproduzir as medidas reais, com erro ≤1mm. Inclusive todas as medidas biométricas fetais, que permitem o cálculo preciso da idade gestacional e o desenvolvimento do feto intra-útero, podem ser realizadas ultrassonograficamente com excelentes resultados há décadas. Esta hipótese, portanto, seria pouco provável.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Houve um &lt;strong&gt;erro da medida ultrassonográfica&lt;/strong&gt; e foi decorrente dos limites da massa em relação aos tecidos de partes moles ao redor, principalmente os do trato intestinal, não serem bem nítidos e terem ocasionado um aumento errôneo das medidas. Embora essa hipótese seja factível ela é improvável devido ao grau de erro apurado: 62%&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Não houve erro de medida ultrassonografica&lt;/strong&gt; nem do anatomopatológico. A discrepância entre os dois métodos na medida da massa mista anexial direita resulta do colabamento das lojas císticas quando o tumor foi seccionado e posteriormente mensurado. Neste caso a medida anatomopatológica não incluiu as medidas das áreas císticas que escoaram após a secção da tumoração. Esta é hipótese a mais provável.&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;No exame de controle pélvico, realizado em&lt;strong&gt; 27.01.2009 &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;09.09.2009, &lt;/strong&gt;constatou-se ausência de anormalidades na região previamente operada e ovário esquerdo sem alterações.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-7960991061753582158?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/7960991061753582158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=7960991061753582158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7960991061753582158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7960991061753582158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2010/01/pode-haver-discordancia-entre-medidas_25.html' title='PODE HAVER DISCORDÂNCIA ENTRE MEDIDAS US E AP SEM INDICAR ERRO ULTRASSONOGRÁFICO OU DO ANATOMOPATOLÓGICO?'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-5862470793649295142</id><published>2009-10-25T09:28:00.009-02:00</published><updated>2010-01-26T19:49:36.965-02:00</updated><title type='text'>RESPOSTA À PERGUNTA FREQUENTE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;PERGUNTA: “É muito comentado espessamento fibroglandular, nas aulas do CURSO DE MAMA do portal, mas entendo como sendo um sinal clínico. Desejo saber se na ultrassonografia as áreas de maior concentração de tecido fibroglandular podem ser chamadas também de espessamento, quando os lóbulos mamários se insinuam entre os folhetos do ligamento de Cooper.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;RESPOSTA: Tudo o que é macroscopico pode ser visto ultrassonograficamente, desde que não seja isoecogênico com os tecidos ao seu redor. Se o clínico sente múltiplas pequenas nodulações na palpação da mama, que não são verdadeiros nódulos, o ultrassonografista também poderá visualizar durante o exame ultrassonográfico. O sinal é o mesmo, a forma de captá-lo é que é diferente. No exame físico ele detecta o espessamento fibroglandular nas pontas dos seus dedos pelas propriedades elásticas do tecido alterado e nunca tem certeza de que não seja um nódulo tumoral simulando espessamento fibroglandular. Na ultrassonografia podemos enxergar o tecido fibroglandular insinuando-se entre os folhetos do ligamento de Cooper e superficializando-se na camada adiposa do subcutâneo. O ultrassom não altera o exame físico, mas apenas documenta o que se passa nas várias camada teciduais da mama. A vantagem do método visual é que podemos ter certeza de que a alteração morfológica é apenas um espessamento do tecido fibroglandular e não um nódulo verdadeiro. Não achamos conveniente instituir outro nome para expressar a mesma alteração morfológica, pois chega de nomes diferentes em medicina para dizer a mesma coisa, que mais atrapalham do que ajudam. E ao falarmos a linguagem que o clínico entende, estaremos contribuindo para a fluidez da comunicação.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Dra. Lucy Kerr &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Residentes colaboradores:&lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI&lt;/li&gt;&lt;li&gt;DRA. KARINA PIVA CAMARGO VOLPE&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-5862470793649295142?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/5862470793649295142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=5862470793649295142&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5862470793649295142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5862470793649295142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/10/perguntas-frequentes.html' title='RESPOSTA À PERGUNTA FREQUENTE'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-7514646910157369499</id><published>2009-10-04T09:48:00.007-03:00</published><updated>2010-01-26T19:50:09.873-02:00</updated><title type='text'>CUIDADO! ALGUNS MIOMAS PODEM SER TRAIÇOEIROS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Paciente do sexo feminino, 31 anos, nulípara, foi atendida em nossa clínica em 02.10.2009 e relatava ter realizado exame ultrassonográfico da pelve em outro serviço em 05/11/08, no qual foi constatado um pequeno nódulo uterino sugestivo de mioma. A última menstruação tinha sido em 09/09/09 e a paciente estava em uso de anovulatório oral. Não relatou nada digno de nota de antecedentes pessoais e negou cirurgias prévias. Em uso de homeopatia para gastrite e um fitoterápico para ansiedade prescrito por sua ginecologista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Na análise do exame realizado em outro serviço&lt;/span&gt; nós observamos, no corte longitudinal do útero, um nódulo sólido miometrial situado na parede corporal anterior, subjacente à serosa,&lt;br /&gt;compatível com o mioma relatado e medindo 0.5cm de diâmetro &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;(fig. 01)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/10/a1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;No exame realizado em nosso serviço&lt;/span&gt; foram constatados dois nódulos hipoecogênicos e densos, compatíveis com mioma, com as seguintes características:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;N1 situado na parede corporal anterior,&lt;/span&gt; protruindo-se em relação ao contorno externo do órgão, o qual correlacionava topograficamente e texturalmente com o nódulo de mioma subseroso relatado no exame prévio:&lt;br /&gt;- mediu 0.9x0.7x0.4cm nos maiores eixos, indicando que dobrou de volume em 11 meses de evolução (fig. 02A/B);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;N2&lt;/span&gt; situado na parede anterolateral esquerda e fúndica do útero, protruindo-se em relação ao contorno externo do órgão, o qual não havia sido mencionado no exame prévio e nem era observável retrospectivamente nas imagens que acompanhavam o exame:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- mediu 1.3x1.1x1.0cm nos maiores eixos&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt; (fig. 03A/B)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desses resultados, eu perguntei aos meus residentes, porque o ultrassonografista do exame prévio havia encontrado apenas o menor nódulo, deixando de identificar o nódulo que é 5.7 vezes maior que o outro, pois não poderia ser esse resultado atribuído à menor resolução do equipamento ou pior qualidade da imagem, uma vez que ele identificou o nódulo menor. Eles não souberam responder, então eu expliquei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O menor nódulo estava situado na parede corporal anterior e era facilmente visualizável pela sonda endovaginal nos planos convencionais, que geralmente abrangem a cavidade endometrial em sagital. E o nódulo em questão era da região central do corpo, no mesmo plano da cavidade uterina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Comentei também que havia apenas um corte transversal do útero, realizado na topografia do corpo uterino, no exame do colega e nenhuma imagem da região fúndica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Importante assinalar que o nódulo menor está circundado posterior, medial e lateralmente pelo tecido uterino, o que facilita o contraste entre o nódulo hipoecogênico e o tecido miometrial&lt;br /&gt;adjacente. E a parede anterior do útero, na topografia subserosa, está em contato com a parede posterior da bexiga e o lúmen vesical. E sabemos que ambos representam excelente contraste natural para o ultrassom, permitindo a identificação de mínimas irregularidades da parede uterina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O mesmo não se passa com o maior nódulo de mioma, cuja posição topográfica dificulta a sua&lt;br /&gt;visualização ultrassonográfica. Ele está situado na margem do órgão, o que exige cortes tangenciais para identificá-lo, geralmente não realizados de rotina por muitos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Além disso, o nódulo se protrui em relação ao contorno externo do útero, estando circundado apenas medialmente pelo tecido miometrial, enquanto que todo o restante do nódulo está rodeado por alças intestinais e demais tecidos de partes moles da região anexial, muitos deles bem heterogêneos, o que reduz significantemente a resolução de contraste. Tem-se a impressão de que o nódulo é parte das outras estruturas peri uterinas. Isso induz facilmente à “perda” do&lt;br /&gt;nódulo durante o rastreamento ultrassonográfico do órgão. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O pior de não visualizar um mioma subseroso fúndico é ele ser facilmente palpável durante o toque ginecológico&lt;/span&gt; e a sua não identificação ecográfica gera descrédito para método e para o&lt;br /&gt;próprio ultrassonografista: o ginecologista vai dizer que palpou o que o ultrassonografista não viu. &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O lado bom é que o falso negativo se refere a um tumor benigno&lt;/span&gt;, contrariamente ao exemplo mencionado no Blog de 21.09.2009.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/10/a2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Fig 2A/B&lt;/span&gt; A figura 2A mostra o útero em longitudinal e o pequeno nódulo sólido hipoecogênico subseroso assinalado pelos cálipers, medindo 7.2x4.2mm. A figura 2B mostra o mesmo nódulo em transversal medindo 8.6x4.3mm, situado na parede corporal anterior, subseroso e retro vesical . Este nódulo encontra-se na região do terço médio do útero e totalmente circundado pelo&lt;br /&gt;miométrio ou bexiga, todos estes órgãos de fácil identificação ultrassonográfica e excelente contraste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/10/a3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Fig 3A/B&lt;/span&gt; A figura 3A mostra o fundo uterino em transversal e um pequeno nódulo sólido hipoecogênico subseroso à esquerda, assinalado pelos cálipers, medindo 11.2x10.1mm, protruindo-se em relação ao contorno lateral do útero. A figura 3B mostra o mesmo nódulo em corte longitudinal tangencial do útero, medindo 12.5x9.8mm, situado na margem súpero-lateral&lt;br /&gt;esquerda do fundo (subseroso). Este nódulo encontra-se circundado pelo miométrio apenas na sua base de implantação uterina e o restante corresponde aos tecidos heterogêneos (hipo/hiperecogênicos) da região anexial esquerda e intestino. Justamente por ser marginal e estar circundado por tecidos muito heterogêneos, pode facilmente ser confundido com os próprios tecidos ao seu redor, sendo de identificação ultrassonográfica muito mais difícil do que no exemplo prévio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Residentes colaboradores:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;DRA. KARINA PIVA CAMARGO VOLPE&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-7514646910157369499?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/7514646910157369499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=7514646910157369499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7514646910157369499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7514646910157369499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/10/cuidado-alguns-miomas-podem-ser.html' title='CUIDADO! ALGUNS MIOMAS PODEM SER TRAIÇOEIROS'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-6755112565129840374</id><published>2009-09-21T21:11:00.024-03:00</published><updated>2010-01-26T19:50:59.758-02:00</updated><title type='text'>ULTRASSONOGRAFISTA CONFUNDE CÂNCER DA TIREÓIDE COM TIREOPATIA DIFUSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Paciente de 66 anos relata que sentiu desconforto e aumento da região cervical e submandibular há mais de um ano e só recentemente foi ao médico.&lt;br /&gt;Procurou um clínico geral que solicitou uma ultrassonografia do pescoço e região submandibular (glândulas salivares). A ultrassonografia, realizada em um grande laboratório da cidade de São Paulo em &lt;strong&gt;24.07.09&lt;/strong&gt; e que trouxe consigo, relatou que a tireóide estava globalmente diminuída, difusamente hipoecogênica e heterogênea, sem nódulos. O volume global mensurado nessa ocasião foi de 5.4cm³, equivalendo a uma diminuição 53% do volume médio normal. O ultrassonografista concluiu que “a tireóide estava diminuída e com alteração textural difusa”. Também relatou “uma formação nodular sólida lobulada, heterogênea, com diminutas áreas císticas, adjacente ao lobo esquerdo e próximo à região supraclavicular esquerda, que apresentava discreto fluxo ao estudo com o DOPPLER colorido (mediu 2.0x1.5cm)”. Concluiu que o nódulo adjacente ao lobo tireoidiano esquerdo poderia ser uma “paratireóide aumentada ou um nódulo tireoidiano exofítico”. As imagens mais pertinentes relacionadas ao exame realizado em nesse laboratório são mostradas nas fotos de 1 a 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a2.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a3.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a4.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/a4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;O paciente não ficou satisfeito com o resultado, resolveu procurar uma segunda opinião e no dia &lt;strong&gt;30.07.09&lt;/strong&gt; foi atendido em nosso serviço. De &lt;strong&gt;antecedentes pessoais&lt;/strong&gt; relatava apenas aumento discreto da próstata, calculose renal prévia submetida à implosão, artrite reumatóide há 4 anos medicada e hipercolesterolemia em tratamento medicamentoso (crestor 10mg, 1cp/dia). De &lt;strong&gt;cirurgias&lt;br /&gt;prévias&lt;/strong&gt; relatava apenas a apendicectomia e a colocação de cateter duplo J após implosão de cálculo ureteral esquerdo. De &lt;strong&gt;antecedentes familiares&lt;/strong&gt; importantes relatava que o pai tinha falecido de câncer de tireóide muito agressivo aos 60 anos, apenas 4 meses após detectar a doença, que a &lt;strong&gt;tia&lt;br /&gt;paterna&lt;/strong&gt; também havia sido diagnosticada com câncer de tireóide invasivo em nosso serviço há vários anos. Como o câncer era muito avançado pelo laudo do nosso ultrassom, os familiares decidiram levá-la para os EUA, onde repetiram todos os exames, inclusive o US, que constatou tumor em estadio menos avançado do que tínhamos relatado. Na cirurgia constatou-se que o tumor era um carcinoma&lt;br /&gt;papilífero que já invadia a traquéia, tendo-se realizado tireoidectomia total, ressecção do segmento comprometido da traquéia e traqueostomia definitiva (operada nos EUA na década de 90). Após a cirurgia o cirurgião comentou que o nosso exame foi o mais fidedigno e compatível com os achados cirúrgicos. A paciente permaneceu em remissão por 11 anos, quando uma metástase cerebral do câncer tireoidiano foi diagnosticada e ela evoluiu para o óbito em 4 meses. A irmã do paciente teve carcinoma papilífero de tireóide no ano passado e já foi operada, passando bem. A sua prima &lt;strong&gt;de segundo grau&lt;/strong&gt; foi diagnosticada com câncer de tireóide há 20 anos, também em nosso serviço (carcinoma papilífero), foi operada e está curada. Têm outras 4 irmãs, que aparentemente não tem problema de tireóide, mas não investigaram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;No ultrassom realizado em nosso serviço em 30 de julho 2009&lt;/strong&gt;, constatou-se que a tireóide tinha dimensões reduzidas, tendo seu volume global sido estimado em 7.7 cm³, o que equivale a redução de 33% em relação à média e continha 6 nódulos: N1 (lobo direito) mediu 0.5x0.4x0.2 cm nos seus maiores eixos, foi classificado como de padrão sólido maligno e era hipovascularizado no estudo DOPPLER; &lt;strong&gt;N2&lt;/strong&gt; (istmo - identificado como &lt;strong&gt;N1&lt;/strong&gt; do istmo nas imagens) mediu 1.4x0.9x0.6 cm nos seus maiores eixos e foi classificado como de padrão sólido maligno (75% de risco de malignidade na nossa casuística) e apresentava vascularização de padrão variável (áreas hipovascularizadas com outras&lt;br /&gt;hipervascularizadas em relação ao parênquima normal, com convergência de vasos do parênquima ar redor para a lesão, que era irrigado por vasos tortuosos, finos e anômalos; &lt;strong&gt;N3&lt;/strong&gt; (istmo- identificado como N2 do istmo nas imagens) mediu 0.7x0.7x0.3 cm nos seus maiores eixos, foi classificado como de padrão sólido duvidoso (19% de risco de malignidade na nossa casuística) e era hipovascularizado no estudo DOPPLER; &lt;strong&gt;N4&lt;/strong&gt; supra ístmico (identificado como N3 região ístmica nas imagens), podendo ser extra tireoidiano, mediu 0.6x0.6x0.3 cm nos seus maiores eixos e foi classificado como de padrão sólido duvidoso (no caso de ser originário da tireóide) e era hipovascularizado no estudo DOPPLER, promovendo deslocamento de vasos ao seu redor; &lt;strong&gt;N5&lt;/strong&gt; (lobo esquerdo- identificado como N1 do lobo esquerdo na foto) mediu 0.5x0.5x0.4 cm nos seus maiores eixos, foi classificado como de padrão sólido maligno e era hipovascularizado no estudo DOPPLER, mas havia convergência de vasos para a lesão, que era irrigada por vasos finos, anômalos e tortuosos; &lt;strong&gt;N6&lt;/strong&gt; (lobo esquerdo - identificado como N2 do lobo esquerdo nas imagens) mediu 0.4x0.4x0.7 cm nos seus maiores eixos, foi classificado como de padrão misto duvidoso com calcificações e era hipovascularizado no estudo DOPPLER. As imagens mais ilustrativas deste exame são mostradas nas fotos de 5A/B a 10A/B abaixo:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/5a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/5a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/6a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/6a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/7a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/8a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/8a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/9a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/9a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/10a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/10a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diante desses resultados foi indicado o mapeamento dos linfonodos cervicais que contatou 43 linfonodos aumentados, os quais foram classificados em 3 grupos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. GRUPO I&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;total de 38 nódulos (classificados como de padrão benigno pelo US); &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2. Grupo II&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;1 nódulo situado posteriormente ao terço inferior do músculo esternocleidomastoideo esquerdo, medindo 0.9x0.9x0.4cm (classificado como de padrão duvidoso pelo US); &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. Grupo III &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4 nódulos de aspecto morfotextural muito suspeito (classificados como de padrão maligno pelo US). Esses nódulos estavam situados:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;•&lt;strong&gt; N1&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;inferiormente ao lobo esquerdo da tireóide: mediu&lt;br /&gt;1.2x1.1x1.1cm nos maiores eixos;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;• &lt;strong&gt;N2&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;inferiormente ao lobo esquerdo da tireóide e lateralmente ao&lt;br /&gt;nódulo anterior: mediu 1.7x1.2x1.1cm nos maiores eixos;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;•&lt;strong&gt; N3&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;inferiormente ao lobo esquerdo da tireóide e ao&lt;br /&gt;nódulo N1 do grupo III, insinuando-se para o mediastino&lt;br /&gt;ântero-superior: mediu 2.1x1.5x1.3cm nos maiores eixos;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;•&lt;strong&gt; N4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;inferiormente ao lobo esquerdo da tireóide e ao&lt;br /&gt;nódulo N1 do grupo III, anteriormente à&lt;br /&gt;traquéia: mediu 1.7x1.5x1.2cm nos maiores eixos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os 4 linfonodos do &lt;strong&gt;grupo III&lt;/strong&gt; também apresentavam padrão de vascularização muito suspeito de malignidade no estudo DOPPLER e suas imagens estão mostradas nas fotos de 11A/B a 13A/B anexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/11b.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/11b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/12b.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/12b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/13a.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; WIDTH: 400px; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/2009/09/13a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na conclusão do nosso exame enfatizamos nos comentários finais:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1º&lt;/strong&gt; Os achados ecográficos em conjunto são sugestivos de neoplasia maligna multifocal da tireóide, sendo o nódulo N1 do istmo provavelmente o foco primário e os demais decorrentes da disseminação intra-gladular da neoplasia;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2º &lt;/strong&gt;Também foram identificados múltiplos linfonodos cervicais aumentados (infra-tireoidianos e nos demais tecidos de partes moles da região cervical), 4 dos quais são muitos suspeitos de malignidade e provavelmente são metástases linfonodais do carcinoma tireoidiano previamente relatado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º&lt;/strong&gt; A critério clínico sugerimos punção aspirativa com agulha fina dirigida com a ecografia (PAAF) para os seguintes nódulos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;• &lt;strong&gt;N2 &lt;/strong&gt;(istmo)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;• &lt;strong&gt;N5&lt;/strong&gt; (lobo esquerdo), que são os maiores nódulos de padrão maligno e cujo padrão de vascularização também é o mais suspeito&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;• &lt;strong&gt;Dois dos nódulos infra-tireoideanos&lt;/strong&gt; suspeitos de conterem metástases do tumor tireoideano, para caracterização da natureza citopatológica destas lesões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 31/07/09, foi realizada &lt;strong&gt;PAAF dos nódulos citados&lt;/strong&gt;, tendo-se obtido os seguintes resultados: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;• &lt;strong&gt;N2&lt;/strong&gt; (istmo) = carcinoma papilífero;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;• &lt;strong&gt;N5 &lt;/strong&gt;(lobo esquerdo) = lesão folicular fortemente sugestiva de carcinoma papilífero;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;•&lt;strong&gt; N1 &lt;/strong&gt;(linfonodo grupo III) = metástase ganglionar de carcinoma papilífero;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;• &lt;strong&gt;N3 &lt;/strong&gt;(linfonodo grupo III) = bócio colóide com degeneração cística. Paciente foi encaminhado para a endocrinologista, que constatou que estava diabético el foi compensado antes de ser operado. A&lt;strong&gt; cirurgia&lt;/strong&gt; foi realizada no dia 09.09.09 tendo sido realizada tireoidectomia total e remoção de 38 linfonodos cervicais (esvaziamento radical modificado esquerdo e linfadenectomia do compartimento central direito).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O anatomopatológico&lt;/strong&gt; constatou no &lt;strong&gt;lobo direito&lt;/strong&gt; fibrose intersticial moderada e ausência de malignidade; no &lt;strong&gt;lobo esquerdo e istmo&lt;/strong&gt; havia carcinoma papilífero bem diferenciado, não encapsulado, esclerosante, multifocal, a maior lesão medindo 1.2cm, com intensa esclerose reacional&lt;br /&gt;à invasão tumoral. Não havia infiltração da cápsula do tecido peritireoidiano, nem êmbolos neoplásicos&lt;br /&gt;intravasculares. Dos 38 linfonodos cervicais removidos, 9 eram metastáticos: 1 do compartimento central; 6 do compartimento central esquerdo;1 pré-traqueal e 1 do estojo jugulo-carotídeo esquerdo, este apenas detectado no exame da parafina, pois a lesão era microscópica, caracterizada por grupamento de folículos em seios para foliculares. Os demais 29 linfonodos não apresentavam metástases e eram reacionais. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;NOSSOS COMENTÁRIOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;1. As &lt;strong&gt;imagens ultrassonográficas dos exames realizados no outro serviço&lt;/strong&gt; da tireóide não&lt;br /&gt;mostraram os nódulos identificados no nosso exame e que foram corroborados na cirurgia. Tampouco a tireóide exibia o padrão de vascularização nodular e tireoidiana que apresentava no exame realizado no nosso serviço. Isso pode ser interpretado de 3 formas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;• Os &lt;strong&gt;ajustes técnicos&lt;/strong&gt; não foram feitos de forma adequada (curva do TGC, zona focal, acentuação&lt;br /&gt;das bordas, etc) o que não permitiu resolução de contraste adequada para identificação dos nódulos;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;• O &lt;strong&gt;equipamento era de má qualidade&lt;/strong&gt; e não tinha resolução de contraste. Esta hipótese&lt;br /&gt;é corroborada quando se compara a quantidade de vasos e a morfologia vascular do exame realizado em nosso serviço (tortuosidade, enovelados e convergência vascular, entre outros, que permitiram a caracterização de malignidade dos nódulos) com o que foi mostrado no exame do outro serviço. Praticamente não se identifica vasos no tecido tireoidiano no exame do colega, sendo que a &lt;strong&gt;tireóide&lt;br /&gt;era hipervascularizada no exame do nosso serviço&lt;/strong&gt;. Não sabemos o tipo da sonda e qual o ajuste para o DOPPLER que foi executado, mas certamente o exame realizado não reflete a realidade;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;• O &lt;strong&gt;colega ultrassonografista não tinha preparo e conhecimento para realizar exame de tireóide&lt;/strong&gt;: desconhecia a anatomia, a patologia e/ou não conhecia a técnica do exame, pois não soube identificar os nódulos tireoidianos. O exame de tireóide é mais difícil do que parece, considerando-se que é uma estrutura superficial, alcançável pela sonda de alta resolução e teoricamente muito simples de examinar. Para os ultrassongrafistas que pretendem examinar corretamente a tireóide recomendamos que vejam os detalhes de como realizar corretamente o exame ultrassonográfico da tireóide, melhores formas de acesso, dificuldades decorrente da anatomia local e outras dicas, que constam da aula 5 da matéria Indicações da Ultrassonografia da Tireóide (aborda a Metodologia do exame), do curso de tireóide do portallucykerr;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;• O&lt;strong&gt; colega ultrassonografista não&lt;/strong&gt; fez o histórico clínico básico para se orientar e que era muito pertinente, principalmente os 4 antecedentes familiares de câncer de tireóide, 2 deles evoluindo para óbito;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. O &lt;strong&gt;exame ultrassonográfico realizado no nosso serviço&lt;/strong&gt; identificou que a tireóide continha tumor maligno multifocal com metástases para linfonodos loco regionais (detectou 6 nódulos intra tireoidianos suspeitos e ainda vários peri tireoideanos, compatíveis linfonodos cervicais aumentados, 4 dos quais de padrão maligno e 1 duvidoso), permitindo indicar corretamente a cirurgia, os quais foram&lt;br /&gt;corroborados pelo anatomopatológico como carcinoma papilífero multifocal e metástases para 9 dos 38 linfonodos removidos. Apenas 1 nódulo, o do lobo direito, era fibrose (falso positivo da análise&lt;br /&gt;morfológica). A fibrose tecidual é frequente ser falso positivo, pois seus limites são irregulares e mal&lt;br /&gt;definidos, a textura é sólida e densa, simulando malignidade no estudo US morfológico, embora no estudo Doppler invariavelmente se apresente como hipovascularizada, como no presente caso, o que favorece a hipótese de benignidade (verdadeiro negativo do Doppler). O padrão Doppler dos nódulos ístmicos também merece ser comentado, principalmente o maior deles, pois embora contivesse áreas mais vascularizadas, alternadas com outras menos vascularizadas do que o parênquima tireoidiano normal, que não é típico de malignidade, exibia vasos convergentes que penetravam a lesão e adquiriam aspecto anômalo na topografia intra tumoral (vasos finos e tortuosos, muito suspeitos de malignidade). A matéria&lt;strong&gt; Caracterização dos nódulos tireoidianos, do curso de tireóide do portallucykerr&lt;/strong&gt; contém todos os detalhes sobre como identificar os nódulos tireoidianos malignos e diferenciá-los dos benignos, pela análise morfológica e Doppler e na &lt;strong&gt;Aula 1 da matéria&lt;br /&gt;Indicações da ultrassonografia da Tireóide - Parte I&lt;/strong&gt; ensinamos como se pesquisa, se mapeia e se caracteriza os linfonodos cervicais no pré e pós-operatório (mostramos sinais morfológicos e Doppler dos linfonodos cervicais benignos e malignos, que são fartamente ilustrados). Recomendamos essas&lt;br /&gt;aulas para aqueles que fazem exames ultrassonográficos da tireóide, para evitar erros grosseiros como os descritos neste caso;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;3. &lt;strong&gt;O nódulo do istmo tinha 1.4cm&lt;/strong&gt; de diâmetro no exame realizado em 30 de julho em nosso serviço e não foi identificável no exame realizado 6 dias antes em outro serviço. Interessante notar nas imagens que acompanhavam o exame, que nem o abaulamento nítido, que havia na superfície anterior do istmo, pode ser identificado retroativamente no exame do colega. Dos 2 nódulos infra tireoidianos identificáveis retrospectivamente nas fotografias que acompanhavam o exame do colega, apenas 1 deles foi relatado. Neste caso o &lt;strong&gt;erro é de observação&lt;/strong&gt; (falso negativo por falha humana). Embora tenhamos muita experiência em examinar a tireóide, não conseguimos identificar a patologia tireoidiana que descrevemos no nosso exame nas fotos do exame realizado no outro serviço e que eram de péssima qualidade. Este fato demonstra claramente que poderão ocorrer falhas grosseiras em pareceres retrospectivos, quando solicitada &lt;strong&gt;perícia em processos médicos&lt;/strong&gt; e em &lt;strong&gt;laudos à distância&lt;/strong&gt;, que estão se tornando populares em nosso meio (telemedicina) e isso é especialmente verdadeiro num &lt;strong&gt;exame tão operador dependente quanto a Ultrassonografia&lt;/strong&gt; e quando o &lt;strong&gt;nódulo é canceroso&lt;/strong&gt;, pois a grande indefinição dos limites pode propiciar falsos negativos quando não for tecnicamente bem realizado e interpretado, como no presente caso. &lt;strong&gt;Conseguimos identificar o carcinoma tireoidiano multifocal com metástases para linfonodos cervicais no nosso exame, mas não nas imagens enviadas pelo colega&lt;/strong&gt;, mas o exame foi executado a técnica correta e com o aparelho adequado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;4. Para o &lt;strong&gt;único nódulo infratireoidiano detectado pelo colega&lt;/strong&gt; do outro serviço foram mencionadas apenas 2 hipóteses diagnósticas: o de ser uma paratireóide aumentada ou um nódulo&lt;br /&gt;exofítico da tireóide, não tendo sido sugerida a hipótese mais óbvia e frequente, que seria a de linfonodo cervical aumentado. Neste caso claramente há um &lt;strong&gt;erro de interpretação&lt;/strong&gt;, mais uma vez&lt;br /&gt;evidenciando o despreparo de formação do ultrassonografista. Esse despreparo é ainda mais evidente&lt;br /&gt;quando analizamos as 2 hipóteses mencionadas pelo colega para este nódulo: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;• a &lt;strong&gt;paratireóide&lt;/strong&gt; raramente atinge 2cm de diâmetro (quando atinge já há muita sintomatologia clínica de hiperparatireoidismo, que não era o caso) e como ele não viu os outros 4 nódulos que existiam nessa topografia, cogitou nesta possibilidade. Se tivesse visto, teria que buscar outra interpretação para a imagem infratireoidiana, pois dificilmente haveria 4 paratireóides aumentadas na região infratireoidiana à esquerda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;• Também nos parece absurda a hipótese &lt;strong&gt;de nódulo exofítico da tireóide&lt;/strong&gt;, uma vez que ele não havia detectado nenhum nódulo tireoidiano: é raríssima a presença de nódulo extratireoidiano exclusivo, na ausência de nódulo intratireoidiano (em milhares de exames tireoidianos que realizamos e acompanhamos, nunca vimos essa apresentação).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;5. Devemos também comentar o &lt;strong&gt;falso negativo&lt;/strong&gt; da PAAF: o &lt;strong&gt;nódulo N3&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;infratireoidiano&lt;/strong&gt;, submetido à PAAF em 31/07/09, cujo resultado foi nódulo colóide, é um falso negativo da PAAF , pois no anatomopatológico definitivo correspondía a um linfonodo com metástase de carcinoma papilífero.&lt;br /&gt;Na mesma hora comentei com o patologista que se o nódulo continha tecido tireoidiano ele era metastático, pois sua topografia era extratireoidiana e já havíamos detectado neoplasia tireoidiana multifocal nas outras PAAFs realizadas nesse mesmo dia anteriormente. Temos que ter sempre em mente que a PAAF pode ter falso negativo, que é da ordem de 27% nas séries citopatológicas (Galera-Davidson H. Diagnostic Problems in Thyroid FNAs. Diagn. Cytopathol 1997; 17:422-428) e 30% na nossa casuística, motivo pelo qual temos que acompanhar todos os pacientes cujo o resultado da PAAF é benigno e a evolução não corresponde a esse parecer. Recentemente tivemos um paciente operado de carcinoma papilífero há 5 anos, que apresentou um linfonodo adjacente à jugular interna esquerda muito suspeito após a cirurgia (classificado como de padrão maligno pelo US), mas a PAAF veio benigna (linfonodo reacional) e ele cresceu 11 vezes em 2 anos de evolução. Este é um caso onde está indicado repetir a PAAF, com dosagem da tireoglobulina do aspirado, que reduz os falsos-negativos .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;6. Finalmente devemos alertar aos que desejam exercer a Ultrassonografia para que se preparem com mais cuidado do ponto de vista técnico e interpretativo, não cometendo erros tão graves como os descritos, pois com apenas 6 dias separando um exame do outro, não poderia haver tanta diferença entre as imagens e os laudos ultrassonográficos (erros técnicos, de observação e de interpretação). &lt;strong&gt;É com este propósito que criamos o nosso portal: para ensinar o que aprendemos ao longo dos anos, com muito estudo e acompanhamento dos casos.&lt;/strong&gt; Eu sei qual foi a evolução&lt;br /&gt;deste caso. Será que o colega que errou o diagnóstico sabe? E que seu erro poderia ter resultado em&lt;br /&gt;mais um óbito por carcinoma tireoidiano naquela família, caso o paciente não tivesse buscado uma&lt;br /&gt;segunda opinião. &lt;strong&gt;O ultrassonografista precisa usar todo o conhecimento médico e técnico para obter as imagens diagnósticas e interpretá-las adequadamente e não ser apenas um fotógrafo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Residentes colaboradores:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI&lt;/li&gt;&lt;li&gt;DRA. KARINA PIVA CAMARGO VOLPE&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-6755112565129840374?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/6755112565129840374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=6755112565129840374&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6755112565129840374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6755112565129840374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/09/ultrassonografista-confunde-cancer-da.html' title='ULTRASSONOGRAFISTA CONFUNDE CÂNCER DA TIREÓIDE COM TIREOPATIA DIFUSA'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-5607715652548337296</id><published>2009-08-03T07:41:00.008-03:00</published><updated>2010-01-26T19:51:29.191-02:00</updated><title type='text'>CASO CA TIREÓIDE NÃO DETECTADO EM PAAF</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Histórico&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. Paciente de 69 anos, do sexo feminino foi atendida em nosso serviço em 07/07/2009, que relatou hipotireoidismo de muitos anos medicada com t4 e eutireoideana com a reposição hormmonal. Mencionou que um nódulo tireoideano foi detectado em us realizado em serviço de outra cidade em 03/10/2007. O ultrassonografista relatou que a tireóide era tópica e atrófica e apresentava um nódulo hipoecóico irregular no lobo direito medindo 0.8x0.5x0.3cm, tendo concluído: tireoidite crônica com nódulo em lobo dirieto, sem comentar se era de padrão benigno ou maligno. Observamos as fotos do exame que a paciente trouxe e constatamos que o nódulo tinha características de lesão sólida, hipoecogênica e com microcalcificações, sugerindo malignidade (figura 1). O estudo doppler foi realizado, mas não foi comentado no laudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, as fotos que acompanhavam o exame mostravam que a lesão era acentuadamente hipovascularizada (figura 2). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Segundo a paciente, a médica que a acompanhava na época sugeriu que realizasse uma paaf (punção aspiativa com agulha fina) guiada por ultrassom e, para ter maior segurança da qualidade do procedimento, a encaminhou para são paulo &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. A paaf foi realizada pelo próprio ultrassonografista, em um grande hospital da cidade de são paulo, em 16/10/2007, que direcionou e coletou sozinho o material, que foi encaminhado para o citopatologista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. O estudo citopatológico descreveu que o material era extensamente hemorrágico com raras células adiposas maduras e estromais fusiformes sem atipias, não havendo representação de epitélio nesta amostra . E conclui que o exame citológico do lobo direito da tireóide era composto exclusivamente por tecido fibroadiposo em fundo acentuadamente hemorrágico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. a médica não entendeu que o material era inadequado, pois não tinha uma única célula tireoideana para ser analisada. Tranquilizou a paciente, dizendo que o resultado era benigno e que não se preocupasse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;6. em 06/07/2009, em consulta com endocrinologista para fazer dieta emagrecedora, foi solicitado novo us da tireóide, que foi realizado em 07/07/2009 em nosso serviço, quando constatamos que a tireóide estava significantemente diminuída, media apenas 3.5cm³ , o que correspondia à uma diminuição de 69% em relação à média da população normal. A tireóide apresentava alteração textural difusa, característica da tireoidite linfocítica crônica, já na fase da atrofia glandular. A redução glandular provavelmente tinha um componente da supressão do ths decorrente da terapia com t4 prolongada. Constatamos dois nódulos na tireóide, um no lobo direito (figuras 3 e 4), medindo 1.0x0.6x0.6cm, cujo padrão morfológico era sólido maligno pelos critérios que escrevemos nas aulas da matéria 4 do curso de tireóide: caracterização dos nódulos tireoideanos. Por essas dimensões, o nódulo teria aumentado 3 vezes em quase dois anos de evolução. O padrão devascularização no estudo doppler era hipervascularizado (figura 5), os vasos intra-nodulares eram anômalos, pareciam como que fragmentados (indício de tortuosidade) e havia convergência de vasos para a lesão, ou seja, o padrão de vascularização era maligno. O outro nódulo estava situado no lobo esquerdo e media 0.7x0.3x0.2cm. Eu disse para a paciente que não concordava com os resultados dos exames anteriores e que precisaríamos repetir a paaf. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;7. A paaf foi realizada no mesmo dia e constatou que o nódulo do lobo direito era um carcinoma papilífero.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;erros e acertos &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O primeiro ultrassonografista apenas descreveu e não comentou o nódulo do lobo direito. Deixou que o clínico, sem nenhuma experiência na interpretação de imagens ultrassonográficas, tirasse suas próprias conclusões sem auxiliá-lo com um resultado mais objetivo. O primeiro ultrassonografista não mencionou a possibilidade do nódulo tireoideano ser maligno (1º erro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. O estudo doppler realizado no primeiro exame não foi sequer comentado. Entretanto, para observar vasos de neovascularização, tortuosos, com distribuição irregular , a maioria de pequeno calibre, precisaria o doppler ser muito sensível e não era esse o caso. Quando o equipamento doppler é de baixa sensibilidade pode-se transformar um padrão hipervascularizado em hipovascularizado, devido à impossibilidade dele detectar os vasos finos e tortuosos(2º erro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. O segundo ultrassonografista, que realizou a primeira paaf, não colheu material da lesão, pois o material enviado era insuficiente e não permitia o diagnóstico. Este ultrassonografista não orientou corretamente a punção provavelmente devido a tireóide era muito pequena e atrófica. Como estava realizando sozinho o procedimento, com maiores dificuldades de manter a tela e a mão em observação concomitante, deve ter transfixado a tireóide e coletado amostra do tecido peri-tiroeideano (3º erro). Reenfatizamos o que já dissemos em nossas aulas da matéria 5 do curso de tireóide, que trata sobre a paaf (punção aspirativa com agulha fina) dos nódulos tireoideanos: a paaf deve ser realizada por dois médicos, um seria o ultrassonografista, que orienta a direção da agulha e certifica-se que ela está dentro do nódulo em questão (principal responsável pelos erros de amostragem) e o outro médico seria o citopatologista, que coleta, prepara o material para ser analisado e certifica-se que a amostra é suficiente (responsável pela interpretação correta do material coletado). O primeiro citopatologista, embora frente a um material insuficiente, sem nenhuma célula tireoideana, mesmo assim negou a presença de atipia (4º erro) e concluiu que a punção era do lobo direito da tireóide, onde estava localizado o nódulo suspeito. Ele não encontrou uma célula tireoideana no esfregaço e não poderia ter concluído que a punção provinha da tireóide (5º erro), embora enfatizasse que o material analisado era constituído exclusivamente por tec. Fibroadiposo em fundo acentuadamente hemorrágico (1º acerto). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Entretanto, este laudo foi interpretado como sinal de benignidade pela médica que acompanhava o caso na ocasião e a paciente foi tranquilizada quanto ao seu nódulo tireoideano. Não poderia ter tranquilizado, uma vez que o tecido amostrado não era tireoideano. Nem cogitou uma possibilidade de ter ocorrido erro de amostragem (6º erro). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. O segundo exame de ultrassom analisou e concluiu corretamente a tireóide (2º acerto) , o que foi corroborado pela paaf (3º acerto). &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos nos eximir de nossas responsabilidades como especilistas em imagem. Somente assim estaremos dando uma contribuição positiva exercendo nosso papel como médicos. Temos que emitir nosso parecer sim! Caso contrário seremos apenas fotógrafos. Temos o cuidado de acompanhar cada um dos nossos casos para sabermos o percentual de acerto e erro relacionado a cada padrão morfológico e doppler dos nódulos tireoideanos e colocamos essa probabilidade ao concluir o risco da lesão detectada, uma a uma, mesmo que a tireóide seja multinodular. A associação de patologias é muito frequente em tireóide e, portanto, não é possível fazer um laudo genérico que englobe tudo que estamos vendo. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figuras&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/uploaded_images/0308image002.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1 mostra o nódulo hipoecóico, irregular e com microcalcificações no lobo direito, conforme exame realizado em outro serviço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/uploaded_images/0308image003.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Figura 2 mostra o estudo doppler do nódulo do lobo direito, hipovascularizado internamente, mas com convergência de vasos para a lesão (exame realizado em outro serviço)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 411px; HEIGHT: 313px" height="328" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/uploaded_images/0308image005.jpg" width="423" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Figura 3 mostra o nódulo no terço médio do lobo direito, junto à sua face posterior, irregular, hipoecogênico e contendo focos hiperecogênicos compatíveis com microcalcificações (padrão sólido maligno)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="315" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/uploaded_images/0308image007.jpg" width="404" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Figura 4 mostra o transversal do nódulo do lobo direito (assinalado por calipers)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 409px; HEIGHT: 253px" height="271" src="http://www.portallucykerr.com.br/blog/uploaded_images/0308image009.jpg" width="431" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Figura 5 mostra o nódulo em corte longitudinal do lobo direito (assinalado por cabeças de setas) acentuadamente hipervascularizado, com vasos anômalos, tortuosos e nichos de neovascularização, além de haver convergência de vasos para a lesão. O restante do parênquima é moderadamente mais vascularizado, compatível com o padrão de tireoidite linfocítica. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-5607715652548337296?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/5607715652548337296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=5607715652548337296&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5607715652548337296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5607715652548337296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/08/caso-ca-tireoide-nao-detectado-em-paaf.html' title='CASO CA TIREÓIDE NÃO DETECTADO EM PAAF'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-8348766249722009895</id><published>2009-06-07T20:26:00.028-03:00</published><updated>2010-01-26T19:51:58.421-02:00</updated><title type='text'>COMO INTERPRETAR NÓDULOS SÓLIDOS HEPÁTICOS QUE QUASE DESAPARECEM EVOLUTIVAMENTE?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Paciente do sexo feminino vem para o &lt;strong&gt;primeiro exame ultrassonográfico do abdome em 08.06.2004 com 50 anos &lt;/strong&gt;e ainda menstruando. É portadora de talassemia minor, hipertensa e tem hiperecolesterolemia, porém as dosagens do colesterol estão normais devido ao uso de sinvastatina há vários anos, associado ao ômega 3 (colesterol total =176 mg/dL). Estava também medicada com o antinflamatório Vioxx devido artropatia crônica com calcificação no ombro esquerdo e atenol 50mg (para controle da hipertensão). Relata ter sido colecistectomizada aos 23 anos devido apresentar colecistopatia calculosa na ocasião. No exame ultrassonográfico foi constatado que o fígado estava discretamente aumentado (+/++++), com lobo esquerdo medindo 14.3cm no maior eixo sagital e lobo direito medindo 16.3cm. Volume hepático global estimado em 1724cm³ (normal = 1477.7 ± 230.7), equivalendo ao aumento de 17% em relação à média. Também se observou um nódulo no segmento súpero-medial do lobo hepático esquerdo, próximo à cúpula diafragmática e junto à face anterior do órgão (segmento IV), de limites regulares e bem definidos, textura difusamente hiperecogênica em relação ao parênquima ao redor, medindo 1.8x1.6x1.1cm e muito sugestivo de hemangioma hepático &lt;strong&gt;(Figura 1).&lt;/strong&gt; O restante do fígado apresentava textura discretamente mais ecogênica do que o normal, mas sem comprometer a identificação do diafragma (equivale a esteatose infiltrando menos do que 25% das células hepáticas) &lt;strong&gt;(Figura 2).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/HELENA-RIBEIRO-04-782362.JPG" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 1 -&lt;/strong&gt; Mostra o corte sagital do lobo esquerdo ao longo da veia cava inferior. O nódulo sólido arredondado hiperecogênico está situado junto à margem ântero-superior do órgão. A tomografia computadorizada também sugeriu que a lesão provavelmente correspondia a hemangioma hepático.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/AAABB-782137.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 2 –&lt;/strong&gt; Imagem sagital do lobo direito fígado mostrando a textura discretamente mais ecogênica do que o normal, mas sem comprometer a identificação do diafragma (equivale a esteatose infiltrando menos do que 25% das células hepáticas).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 21.05.2009, foi realizado novo exame abdominal&lt;/strong&gt; e relata que o colesterol estava aumentado, mesmo mantendo o uso da sinvastatina (239mg/dL). Refere o surgimento de depressão, que regrediu com medicação antidepressiva e de arritmias cardíacas, que se iniciaram nos últimos dois anos e está controlada com propranolol. Está menopausada há 05 anos, sem uso de hormonioterapia de reposição. Relata o surgimento de pigmentação acinzentada nas extremidades das mãos, pés, cotovelos, escleras e região peri-orbital nos últimos dois anos e que já procurou inúmeros médicos visando tratamento, sem sucesso. Relata ter corrigido uma fratura do dedo da mão e realizado nodulectomia da tireóide no intervalo entre os dois exames. Em uso de ácido fólico (tratamento da talassemia minor), sinvastatina 20mg, 1 comp./ dia, atenol 25mg-1½ comp/dia, lexapro (antidepressivo). No exame ultrassonográfico do abdome constatou-se hepatomegalia moderada, com volume hepático global estimado em 2339cm³ (normal = 1477.7 ± 230.7cm³), equivalendo a aumento de 58% em relação a média. Havia alteração textural difusa do parênquima hepático, com uma área de acentuação no lobo direito do fígado, compatível esteatose infiltrando ± 50% das células hepáticas, impregnação de ferro do parênquima ou distúrbio metabólico de glícedes, principalmente os depósitos de glicogênio&lt;strong&gt;(Figura 3).&lt;/strong&gt; Foi muito difícil identificar-se o nódulo do lobo esquerdo (mediu 1.6x1.5x1.3cm). Na realidade, só foi possível sua identificação devido conhecermos sua localização exata pelo exame prévio: segmento súpero-medial do lobo hepático esquerdo, próximo à cúpula diafragmática e junto à face anterior do órgão (segmento IV). Atualmente seus limites pareciam irregulares e mal definidos, sendo a textura apenas discretamente mais ecogênica do que o parênquima hepático ao redor&lt;strong&gt; (Figura 4).&lt;/strong&gt; Também se constatou surgimento de sinais fortemente sugestivo de distúrbio metabólico devido ao aparecimento de depósitos de gordura visceral e perivisceral, inclusive com aumento difuso da ecogenicidade e tamanho do pâncreas (aumentou de 0.4 a 0.8cm na sua espessura), sugerindo esteatose pancreática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/HELENA-RIBEIRO--09-781305.JPG" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 3-&lt;/strong&gt; Corte sagital do lobo hepático direito mostrando alteração textural difusa do parênquima hepático, com uma área de acentuação no lobo direito do fígado, compatível esteatose (infiltrando ± 50% das células hepáticas) ou impregnação de ferro do parênquima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/HELENA-RIBEIRO--2009-781329.JPG" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Figura 4-&lt;/strong&gt; Corte sagital do lobo hepático esquerdo mostrando o nódulo de difícil identificação situado no lobo esquerdo, de limites mal definidos (mediu 1.6x1.5x1.3cm). Só foi possível ser identificado devido conhecermos sua localização exata pelo exame prévio: segmento súpero-medial do lobo hepático esquerdo, próximo à cúpula diafragmática e junto à face anterior do órgão (segmento IV). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nossas perguntas e respostas: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;/strong&gt; Por que o nódulo está com limites mal definidos e difícil de ser identificado, se a paciente, o equipamento e o examinador são os mesmos?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;R. Porque durante os cinco anos de evolução o fígado aumentou 615cm³ e se tornou difusamente mais ecogênico do que no exame prévio, o que diminuiu o contraste entre o nódulo e o parênquima ao seu redor. De fato, o nódulo não está mais indefinido em seus limites, porém o contraste entre o nódulo e o parênquima reduziu, o que pode dar a falsa impressão de irregularidades de limites, onde há isoecogenicidade entre o nódulo e o parênquima. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Como explica o aumento de 615cm³ no volume global do fígado em 5 anos, passando a hepatomegalia de discreta para moderada? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.&lt;/strong&gt; O aumento do fígado ocorreu concomitantemente com o aumento da sua ecogenicidade, o que pode ter duas explicações:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a.&lt;/strong&gt; O fígado aumentou pelo aumento dos depósitos de gordura que são mais volumosos do que as células normais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b.&lt;/strong&gt; O fígado aumentou pelo aumento dos depósitos de ferro, que acarretou também o aumento do volume das células hepáticas, à medida que o ferro se depositou no seu citoplasma. A paciente é portadora de talassemia minor que propicia anemia hemolítica e acúmulo de ferro nos tecidos e está na menopausa há 04 anos, o que diminuiu a eliminação espontânea do ferro em excesso do organismo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Como explica a alteração textural do fígado? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.&lt;/strong&gt; A alteração textural do fígado já existia, mas se acentuou nos 4 anos de evolução e pode ser decorrente do aumento dos depósitos de gordura ou do aumento dos depósitos de ferro, propiciado pela anemia hemolítica, que facilita o acúmulo de ferro nos tecidos, à medida que são destruídas as hemácias. Importante recordar que a alteração textural hepática não é exclusivamente decorrente da infiltração adiposa hepática, mas pode ter várias outras etiologias, tais como: depósitos de ferro, acúmulo de glicogênio (como em diabéticos) e outras alterações dos metabolismos de glicídios (glicogenoses), acúmulo de lípides anormais como nas dislipidoses, acúmulo de amilóides (amiloidose), para citar as mais freqüentes. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Por que surgiram sinais de síndrome metabólica? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.&lt;/strong&gt; A síndrome metabólica tem várias etiologias e é inexplicada em muitos casos, mas o acúmulo de ferro na supra-renal, tireóide e pâncreas facilita o aparecimento do diabetes e do hipotireoidismo, que propiciam a síndrome metabólica. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Como explica as alterações da cor da pele da paciente? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.&lt;/strong&gt; A alteração da cor da pele, que se tornou acinzentada, é muito sugestiva do acúmulo de ferro no organismo, não necessariamente acompanha de níveis elevados de ferritina, pois a fagocitose remove o excesso de ferro circulante e deposita-o nos tecidos, principalmente no fígado e no baço, posteriormente acumulando-se em todos os demais tecidos, como o coração (facilita a arritima e infartos), cérebro (gera depressão e outros distúrbios psiquiátricos), gônodas (acarreta impotência e infertilidade) e paredes vasculares (facilita a aterosclerose e os fenômenos tromboembólicos). A hemocromatose pode ser congênita ou adquirida. A forma adquirida é propiciada pelas anemias hemolíticas pela grande destruição das hemácias e liberação do ferro contido na hemoglobina. A menopausa interrompeu as perdas espontâneas de ferro a cada menstruação, o que aumentou o acúmulo do ferro no organismo e propiciou o surgimento da fase sintomática da moléstia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;6.&lt;/strong&gt; É possível encaixar todos ou quase todos os sinais e sintomas em uma única doença?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;R.&lt;/strong&gt; A hemocromatose adquirida, decorrente da anemia hemolítica, seria a explicação óbvia. Entretanto, achamos conveniente investigar a hipótese de hemocromatose congênita associada, que seria decorrente da presença de algumas das mutações que propiciam a absorção intestinal de todo o ferro ingerido e não apenas do necessário para repor as perdas naturais. Diante desse quadro solicitamos a pesquisa das mutações H63D, S65C, C262Y e verificamos que a paciente era portadora da mutação em heterozigose do H63D, ou seja, neste caso havia duas causas para o acúmulo de ferro no organismo: anemia hemolítica e a hemocromatose. A hemocromatose propicia o distúrbio metabólico devido ao grande acúmulo de ferro nas glândulas endócrinas, que são intensamente vascularizadas, gerando alteração funcional das mesmas: diabetes, disfunção adrenal, tireopatia difusa ou nodular, infertilidade, desequilíbrio dos hormônios gonadotrópicos e hipopituiarismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-8348766249722009895?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/8348766249722009895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=8348766249722009895&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/8348766249722009895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/8348766249722009895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/06/como-interpretar-nodulos-solidos-que.html' title='COMO INTERPRETAR NÓDULOS SÓLIDOS HEPÁTICOS QUE QUASE DESAPARECEM EVOLUTIVAMENTE?'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-7017483648438576079</id><published>2009-06-01T12:45:00.006-03:00</published><updated>2010-01-26T19:52:30.853-02:00</updated><title type='text'>Elastografia</title><content type='html'>Foi muito comentado durante todo o congresso do &lt;strong&gt;AIUM&lt;/strong&gt; as aplicações da &lt;strong&gt;ELASTOGRAFIA&lt;/strong&gt; para o diagnóstico das patologias e no dia 05/04/09 houve um curso de atualização comandado por Andrew Fleming que abrangeu três aulas e ainda incluiu uma parte prática onde tivemos iniciação em 4 tipos diferentes de aparelhos que dispõem do recurso de Elastografia. Pudemos apreciar as enormes diferenças de qualidade entre eles, enquanto praticávamos nos simuladores de tecido, todos eles idênticos, para permitir que comparássemos e tirássemos nossas próprias conclusões. Em um desses equipamentos, a imagem ultrassonográfica era tão pobre, que não conseguíamos identificar as estruturas que sabíamos que existiam no interior daquele simulador tecidual, enquanto o melhor deles permitia excelente definição das lesões antes de se aplicar o recurso elastográfico. Os melhores equipamentos demonstravam na tela se a compressão utilizada estava sendo adequada e se o método teria qualidade diagnóstica. Não vamos mencionar qual equipamento é qual, para não sermos anti éticos.&lt;br /&gt;A primeira aula foi sobre &lt;strong&gt;O QUE É ELASTOGRAFIA E COMO A ELASTOGRAFIA FUNCIONA&lt;/strong&gt;, ministrada pela Dra. Elisa Konofagou, que é engenheira biomédica e de radiologia da Colômbia University.&lt;br /&gt;A segunda aula foi sobre as &lt;strong&gt;APLICAÇÕES CLÍNICAS,&lt;/strong&gt; ministrada pela médica Margareth Szabungo.&lt;br /&gt;Não assisti a 3ª aula, que seria sobre as &lt;strong&gt;APLICAÇÕES DA ELASTOGRAFIA NA TIREÓIDE&lt;/strong&gt; porque fui ver a aula de Screening do câncer de mama da Dra. Wendie Berg, médica radiologista PhD e que foi responsável pelo estudo 6666 do ACRIN – American College of Radiology Network, do INH- Instituto Nacional da Saúde dos EUA, o maior estudo controlado sobre rastreamento ultrassonográfico do câncer de mama já realizado. Entretanto, eu recebi durante o AIUM um material muito bom sobre este assunto, ainda melhor do que havia sido dado nesse curso do evento, e com ele construí a aula sobre tireóide. A 4ª aula de Elastografia foi prática. Nela praticamos em um simulador de tecido (Phanton) com formato de mama, que continha dois tipos de lesão. Foi muito bom saber qual é a qualidade de cada um dos elastógrafos comercializados no momento, pois tínhamos todos os equipamentos que contêm este recurso disponíveis para nosso uso. A qualidade não é a mesma. Aliás, tão diferente que em alguns equipamentos não conseguíamos enxergar qualquer lesão no elastograma, embora o simulador de tecido fosse igual para todos. Cuidado quando forem adquirir o elastográfo. O curso de Elastografia é composto de 5 aulas agrupadas em uma matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º&lt;/strong&gt; Conceitos gerais e Sistema e códigos do equipamento Hitashi&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º&lt;/strong&gt; Problemas da imagem da mama, o contexto para a elastografia. Fundamentos da imagem – histórico&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º&lt;/strong&gt; Elastografia da tireóide e linfonodos&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º&lt;/strong&gt; Elastografia da mama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º&lt;/strong&gt; Estudos clínicos de elastografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixem de assistir a matéria de elastografia, que dá uma iniciação completa sobre o método e o “know how” para começarem a praticá-la, além de dar dicas práticas para vocês aprenderem a reconhecer os equipamentos cujos elastógrafos têm qualidade, evitando gastar dinheiro inutilmente, sem poder utilizar o recurso. Esta matéria estará inclusa no curso de Atualização Profissional, a partir de 08/06/2009. Os médicos cadastrados no Portal estarão recebendo mensagem quando ela for disponibilizada. Na compra do curso completo de Atualização,estará inclusa uma apostila sobre elastografia, com fotos ilustrativas. É o Portal Lucy Kerr aprimorando-se dia a dia para auxiliá-los no crescimento profissional. Esta é a nossa proposta!&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 394px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/1bl-753151.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Fig.1&lt;/strong&gt; elastograma em simulador de tecido. A imagem em escala de cinza à esquerda de uma das lesões que havia no simulador de tecido. O Elastograma é mostrado à direita.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/2bl-753182.jpg"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/2bl-753180.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Fig. 2&lt;/strong&gt; mostra um fibroadenoma lobulado com margens bem definidas. A imagem do módulo B à esquerda mostra aumento da ecogenicidade junto à margem distal da lesão. As cabeças de setas delimitam as margens do fibroadenoma. O elastograma à direita mostra uma área de rigidez que é menor daquela ocupada pelo fibroadenoma. Setas pretas marcam as margens da região dura. Observe algumas áreas de rigidez no tecido normal ao redor, devido ao coeficiente de elasticidade das lesões benignas ser próximo ao dos tecidos normais da mama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-7017483648438576079?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/7017483648438576079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=7017483648438576079&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7017483648438576079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7017483648438576079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/06/elastografia.html' title='Elastografia'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-1131828505379107092</id><published>2009-05-11T11:48:00.004-03:00</published><updated>2010-01-25T19:39:14.691-02:00</updated><title type='text'>APROVEITEM AS NOVIDADES CONGRESSO  DE ULTRASSONOGRAFIA  EUA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ann2009Banner-784254.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 67px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ann2009Banner-784247.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Como já sabem, fui aos EUA em início de abril para o Congresso da Sociedade Americana de Ultrassom (AIUM), que é o maior e melhor congresso de ultrassonografia mundial (vejam detalhes sobre o AIUM no nosso blog de 14.04.2009). Após retornar, trabalhamos arduamente para produzir em forma escrita o material que é o sumo do evento: é uma apostila com fotos originais do congresso do AIUM (recebemos em pendrive durante o evento ou fotografamos direto da tela durante as apresentações) e será enviada pelo correio aos interessados. Ainda estamos transpondo a aula do Curso de Elastografia do AIUM para o Power Point. Completamos esse curso com material conseguido de experts americanos e estamos no processo de gravá-la e disponibilizá-la no site. No nosso site haverá apenas um vídeo com os títulos das notícias do AIUM, que descreve o material, servindo para efetuar a compra dele (vejam no &lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/"&gt;http://www.portallucykerr.com.br/&lt;/a&gt; como adquirir a apostila). Os que me conhecem de muitos eventos e aulas sabem o valor do material que estarão adquirindo. Jamais vendo gato por lebre, justo pelo contrário, sempre ofereço material de primeira, que realmente serve para aprimoramento e crescimento do profissional que trabalha com a ultrassonografia, ajudando a criar o diferencial do especialista, auxiliando-o a se tornar mais competitivo entre os serviços de US ou entre os que prestam serviços. Essa é a tônica da minha clínica: a única exclusivamente privada de ultrassonografia do Brasil. Porque as pessoas pagam para fazer exame de US comigo, quando poderiam fazer pelo convênio, sem arcar com ônus adicional? E ainda voltam todos os anos? Alguma coisa fazemos a mais, que mantém a clientela fiel e satisfeita. Não escondemos de vocês nosso diferencial, pelo contrário, gostaríamos que todos aprendessem conosco o que sabemos e se desenvolvessem mais e melhor. Embora os custos da minha viagem anual aos EUA sejam realmente altos, as minhas participações no evento anual do AIUM sempre me manteve atualizada e atenta às tendências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 389px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/aIUM_BLOG-755347.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;IMAGEM 3D DO OVÁRIO MOSTRANDO TODOS OS FOLÍCULOS OVARIANOS E A VASCULARIZAÇÃO GONADAL SOBREPOSTA. MOSTRADA DURANTE O CURSO DE 3D DO AIUM E FOI INCLUSA NA NOSSA APOSTILA DO EVENTO DE ABRIL DE 2009.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou pioneira e referência em ultrassonografia desde a década de 80 em São Paulo e Brasil e manter-se nessa posição é mais difícil que chegar lá. Sempre sei com antecedência para onde vão os caminhos da US nesses congressos do AIUM e repetimos, o melhor e maior do mundo em US. Já fui ao congresso anual RSNA (Sociedade Americana de Radiologia), realizado anualmente em Chicago - EUA, mas o foco não é a US (tem muito menos aulas e salas disponíveis para o US). E eu acho os radiologistas americanos até meio desconfortáveis com o US, pois se dedicam muito mais ao CT e RNM, que julgam mais lucrativos. Mas o US não pára de crescer nos EUA e os radiologistas estão perdendo a participação para outras especialidades. Por isso que o congresso do AIUM é melhor para os ultrassonografistas do que os de radiologia nos EUA, pois congrega todas as áreas que se dedicam à Ultrassonografia, desde o técnico, o engenheiro, o pesquisador de ciências básicas e aplicadas, até o médico (de todas as especialidades e de todas as partes do mundo). Uma das coisas mais interessantes que eu observei do curso de atualização do pré-congresso, é que ele focou principalmente no futuro da ultrassonografia, pois estamos na iminência de passar pela maior revolução tecnológica da ultrassonografia dos últimos 40 anos, uma nova era, na qual a ultrassonografia será mais precisa, automatizada, com aquisição 3D quase instantânea, com imagens isotrópicas de resolução microscópica e terá todos os ingredientes para suplantar as outras modalidades de diagnóstico por imagem. As possibilidades de desenvolvimento da ultrassonografia estão apenas começando. Os primórdios deste renascimento do US eu vi desta vez nos EUA. É importante que saibam as tendências, para não serem pegos desprevenidos. Há 20 anos eu ouço falar que um equipamento de US com um grande transdutor, que abrangesse extensas áreas do corpo de forma similar ao da CT e RNM, permitiria a automatização, torná-lo-ia mais rápido, preciso e diminuiria a dependência do operador. Entretanto, naquela fase, os custos de produção de um mega transdutor seriam muito altos e a tecnologia para captar essa informação inexistia. Mas agora os tempos e a tecnologia são outros e essa maravilha irá se concretizar em breve. Na matéria de transdutores e de equipamentos que estão no nosso Portal e que são partes do curso de Física Básica, falamos em detalhes sobre esses avanços tecnológicos. Não comprem aparelho novo agora sem assisti-las. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/cursos.asp"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 76px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/aium2009-737229.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-1131828505379107092?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/1131828505379107092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=1131828505379107092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/1131828505379107092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/1131828505379107092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/05/aproveitem-as-novidades-congresso-de.html' title='APROVEITEM AS NOVIDADES CONGRESSO  DE ULTRASSONOGRAFIA  EUA'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-6980250924059761647</id><published>2009-05-10T21:56:00.006-03:00</published><updated>2010-01-26T19:53:28.056-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>APROVEITEM AS NOVIDADES DO CONGRESSO DE ULTRASSONOGRAFIA EUA PORTAL LUCY KERR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já sabem, fui aos EUA em início de abril para o Congresso da Sociedade Americana de Ultrassom (AIUM), que é o maior e o melhor congresso de ultrassonografia mundial (vejam detalhes sobre o AIUM no nosso blog de 14.04.2009). Após retornar, trabalhamos arduamente para passar para a forma escrita o material que é o sumo do evento: é uma apostila com fotos originais do congresso do AIUM (recebemos em pendrive durante o evento ou fotografamos direto da tela durante as apresentações) e será enviada pelo correio aos interessados. Ainda estamos transpondo a aula do Curso de Elastografia do AIUM para o Power Point. Completamos esse curso com material conseguido de experts americanos e estamos no processo de gravá-la e disponibilizá-la no site. No nosso site haverá apenas um vídeo com os títulos das notícias do AIUM, que descreve o material, servindo para efetuar a compra dele (vejam no &lt;a href="http://www.portallucykerr.com.br/"&gt;http://www.portallucykerr.com.br/&lt;/a&gt; como adquirir a apostila). Os que me conhecem de muitos eventos e aulas sabem o valor do material que estarão adquirindo. Jamais vendo gato por lebre, justo pelo contrário, sempre ofereço material de primeira, que realmente serve para aprimoramento e crescimento do profissional que trabalha com a ultrassonografia, ajudando a criar o diferencial do especialista, auxiliando-o a se tornar mais competitivo entre os serviços de US ou entre os que prestam serviços. Essa é a tônica da minha clínica: a única exclusivamente privada de ultrassonografia do Brasil. Porque as pessoas pagam para fazer exame de US comigo, quando poderiam fazer pelo convênio, sem arcar com ônus adicional? E ainda voltam todos os anos? Alguma coisa fazemos a mais, que mantém a clientela fiel e satisfeita. Não escondemos de vocês nosso diferencial, pelo contrário, gostaríamos que todos aprendessem conosco o que sabemos e se desenvolvessem mais e melhor. Embora os custos da minha viagem anual aos EUA sejam realmente altos, as minhas participações no evento anual do AIUM sempre me manteve atualizada e atenta às tendências. Eu sou pioneira e referência em ultrassonografia desde a década de 80 em São Paulo e Brasil e manter-se nessa posição é mais difícil que chegar lá. Sempre sei com antecedência para onde vão os caminhos da US nesses congressos do AIUM e repetimos, o melhor e maior do mundo em US. Já fui ao congresso anual RSNA (Sociedade Americana de Radiologia), realizado anualmente em Chicago - EUA, mas o foco não é a US (tem muito menos aulas e salas disponíveis para o US). E eu acho os radiologistas americanos até meio desconfortáveis com o US, pois se dedicam muito mais ao CT e RNM, que julgam mais lucrativos. Mas o US não pára de crescer nos EUA e os radiologistas estão perdendo a participação para outras especialidades. Por isso que o congresso do AIUM é melhor para os ultrassonografistas do que os de radiologia nos EUA, pois congrega todas as áreas que se dedicam à Ultrassonografia, desde o técnico, o engenheiro, o pesquisador de ciências básicas e aplicadas, até o médico (de todas as especialidades e de todas as partes do mundo). Uma das coisas mais interessantes que eu observei do curso de atualização do pré-congresso, é que ele focou principalmente no futuro da ultrassonografia, pois estamos na iminência de passar pela maior revolução tecnológica da ultrassonografia dos últimos 40 anos, uma nova era, na qual a ultrassonografia será mais precisa, automatizada, com aquisição 3D quase instantânea, com imagens isotrópicas de resolução microscópica e terá todos os ingredientes para suplantar as outras modalidades de diagnóstico por imagem. As possibilidades de desenvolvimento da ultrassonografia estão apenas começando. Os primórdios deste renascimento do US eu vi desta vez nos EUA. É importante que saibam as tendências, para não serem pegos desprevenidos. Há 20 anos eu ouço falar que um equipamento de US com um grande transdutor, que abrangesse extensas áreas do corpo de forma similar ao da CT e RNM, permitiria a automatização, torná-lo-ia mais rápido, preciso e diminuiria a dependência do operador. Entretanto, naquela fase, os custos de produção de um mega transdutor seriam muito altos e a tecnologia para captar essa informação inexistia. Mas agora os tempos e a tecnologia são outros e essa maravilha irá se concretizar em breve. Na matéria de transdutores e de equipamentos que estão no nosso Portal e que são partes do curso de Física Básica, falamos em detalhes sobre esses avanços tecnológicos. Não comprem aparelho novo agora sem assisti-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-6980250924059761647?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/6980250924059761647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=6980250924059761647&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6980250924059761647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6980250924059761647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/05/aproveitem-as-novidades-do-congresso-de.html' title=''/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-7613117097999932914</id><published>2009-04-21T17:31:00.018-03:00</published><updated>2009-06-21T16:33:45.013-03:00</updated><title type='text'>POR QUE LESÕES GRANDES PODEM SER DIFÍCEIS DE VISUALIZAR PELO US?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O segundo caso da semana passada foi realizado pelos residentes que tiveram dificuldade de ver uma lesão que sabiam existir. O paciente relatava abaulamento na região inguinal esquerda aos esforços e estava agendado para cirurgia de hérnia inguinal na semana seguinte. O exame US serviria apenas para documentar um diagnóstico que o médico já tinha realizado clinicamente. Era uma hénia ínguino-escrotal grande, muito fácil de ser diagnosticada clinicamente e muito difícil de ser corroborada ultrassonograficamente, segundo eles. Não conseguiam entender a dificuldade de detectar pelo US algo tão grande que sabiam existir. Fui chamada para esclarecer o caso, examinei o paciente e fiz as fotos que estão anexadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ABIMAEL-NASCIMENTO-IKERR-01-701623.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ABIMAEL-NASCIMENTO-IKERR-01-701619.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Fig. 1 –&lt;/strong&gt; Corte paralelo ao canal inguinal na topografia do orifício interno, que está sendo medido com cáliper. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ABIMAEL-NASCIMENTO-IKERR-23-701606.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 162px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ABIMAEL-NASCIMENTO-IKERR-23-701602.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Fig. 2 -&lt;/strong&gt; Corte paralelo ao canal inguinal na topografia do terço médio, medindo a primeira parte do canal inguinal (maior eixo).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ABIMAEL-NASCIMENTO-IKERR-24-769046.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 232px; CURSOR: hand; HEIGHT: 173px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/ABIMAEL-NASCIMENTO-IKERR-24-769042.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Fig. 3 -&lt;/strong&gt; Corte paralelo ao canal inguinal na topografia do terço distal, pré-junção com a bolsa escrotal, continuando a medida do maior eixo do canal inguinal. O total do comprimento do canal inguinal dilatado, medido em quatro etapas, foi de: 134.7mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minhas perguntas são:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. Está fácil visualizar o canal inguinal e distingui-lo dos tecidos de partes moles ao redor? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Não está, embora a patologia possa ser considerada grande, pois ultrapassa as dimensões da sonda, motivo pelo qual tivemos que mensurá-la em várias etapas. Se fosse fácil os residentes teriam visto sem meu auxílio. Imagine uma hérnia de 3mm, como pólipo vesicular que foi visto com facilidade no exemplo anterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;2. O que torna difícil a visualização da hérnia inguinal e seu conteúdo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; A baixa resolução de contraste relacionada com o caso específico. O canal inguinal é um tecido normal com a sua ecogenicidade de partes moles habitual. O conteúdo é heterogêneo, composto por epíplon e alças intestinais, que também são tecidos de partes moles normalmente existentes no organismo, com ecogenicidade muito similar às paredes do canal inguinal. Ou seja, igual com igual não permite ser identificado ou será identificado às custas das manobras dinâmicas que são realizadas durante o exame. Se houvesse algum líquido no interior do canal inguinal teria facilitado muito a identificação da hérnia, pois aumentaria a resolução de contraste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;3. Por que uma estrutura de 134.7mm, que correspondia ao comprimento total do canal inguinal dilatado é mais difícil de se ver do que o pólipo vesicular de 3mm do exemplo anterior? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; O canal inguinal sólido está contrastando com o conteúdo também sólido do seu lúmen, o que reduz as diferenças de impedância acústica entre ambos e não propicia a criação de interfaces refletoras, que facilitaria a visualização. Além disso, os dois sólidos são quase idênticos em termos de ecogenicidade e o contraste é mínimo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;4. Se houvesse um pólipo de 6mm no canal inguinal (o dobro do pólipo vesicular), ele seria visualizado pelo US? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Não. Para identificarmos hérnia temos que focalizar na área de solução de continuidade da fáscia aponeurótica e não no conteúdo do saco herniário que, pelos motivos já expostos, costuma ser muito difícil de identificar, exigindo as manobras dinâmicas. Também serve para mostrar quão boa pode ser a palpação. Neste caso, o contraste em termos de ecogenicidade é muito baixo, mas a consistência do conteúdo herniário era amolecida, quando comparada com as paredes musculosas e firmes ao redor (moço jovem e muito forte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-7613117097999932914?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/7613117097999932914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=7613117097999932914&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7613117097999932914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7613117097999932914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/04/por-que-lesoes-grandes-podem-ser_21.html' title='POR QUE LESÕES GRANDES PODEM SER DIFÍCEIS DE VISUALIZAR PELO US?'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-794886089754894847</id><published>2009-04-21T16:07:00.032-03:00</published><updated>2009-06-21T16:01:37.284-03:00</updated><title type='text'>POR QUE LESÕES PEQUENAS PODEM SER FÁCEIS DE VISUALIZAR PELO US?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A semana passada eu tive uma discussão de caso com os meus residentes, a propósito de dois exames que foram realizados no nosso serviço. O primeiro caso o paciente trouxe uma imagem sugestiva de pólipo vesicular de um exame realizado em outro serviço, com a finalidade de confirmar o diagnóstico e verificar se haveria indicação cirúrgica para a lesão. Ao realizarmos a imagem longitudinal da vesícula biliar, facilmente foi observável um pequeno pólipo de 3mm de diâmetro situado na parede anterior, exatamente na transição do corpo com o fundo vesicular. Essa era a única lesão relatada no exame prévio que correlacionava corretamente com a imagem abaixo realizada no nosso serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/JOAO-MANUEL-TAVORA--28868-16-757316.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/JOAO-MANUEL-TAVORA--28868-16-757311.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fig. 1-&lt;/strong&gt; Imagem longitudinal da vesícula biliar assinalando com seta a imagem do pólipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao realizarmos um corte transversal da vesícula biliar, constatamos que eram dois no lugar de um, o segundo deles situado na parede lateral da vesícula e medindo 3.2mm de diâmetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/JOAO-MANUEL-TAVORA--28868-20-757332.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/JOAO-MANUEL-TAVORA--28868-20-757328.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fig. 2 –&lt;/strong&gt; Imagem transversal da vesícula biliar assinalando com setas os dois pólipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minhas perguntas são:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Por que o segundo pólipo vesicular não foi visto no exame realizado em outro serviço se ambos têm praticamente a mesma medida, têm a mesma característica morfotextural, não estão em planos muito diferentes (1 na parede corporal anterior e o outro na parede lateral do corpo vesicular) e são do mesmo paciente? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;R: Todas as imagens do exame anterior correspondiam ao longitudinal da vesícula biliar. Isto significa que o pólipo, situado na parede lateral, só seria visualizável em secção tangencial da parede corporal lateral. E, no plano sagital tangencial, não haveria contraste com a bilis do lúmen, que estaria mais medial, mas apenas do pólipo com a parede vesicular adjacente. É muito fácil confundir o pólipo com a própria parede vesicular quando temos sólido (pólipo) contra sólido (parede), devido baixa resolução de contraste, pois são estruturas quase isoecogênicas. Além do que, raramente os ultrassonografistas fazem o corte sagital tangencial vesicular, que não é diagnóstico para as patologias situadas no lúmen (as mais frequentes), pois focalizaria apenas a parede vesicular. Portanto, é indispensável o plano transversal para rastrear as patologias parietais laterais e mediais. A imagem do pólipo que mostro é justamente a do transversal, que provavelmente não foi realizado, motivo pelo qual o colega não detectou o pólipo. Ao não realizar esse corte deixou de cumprir uma parte importante do protocolo do exame ultrassonográfico: tudo que se visualiza no plano longitudinal, tem que ser corroborado no plano transversal para ser considerado real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Qual a provável explicação para a identificação de apenas um pólipo no exame prévio, justamente o situado na parede corporal anterior? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;R: o pólipo da parede anterior é visualizável no corte mais habitual realizado na vesícula biliar, que é o sagital, está situado bem no meio do corpo, tem o melhor contraste entre a parede vesicular e o pólipo, pois a margem peri vesicular é o parênquima hepático, uma estrutura sólida sem gás, que não acarreta artefatos de reverberação. Quanto ao pólipo da parede lateral, exige&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;ria mais cuidado e atenção ao protocolo, com a realização de corte transversal, desde o infundíbulo até o fundo vesicular, para ser identificável. Também dificulta sua visualização o fato de estar a parede vesicular lateral em contato com alças intestinais que contém gases, que podem projetar artefatos para o lúmen vesicular e borrar o contorno parietal e o lúmen adjacente. E, finalmente, temos que considerar que o feixe ultrassonográfico está incidindo paralelamente à estrutura identificada na parede lateral, enquanto atinge em ângulo de 90º o pólipo de parede vesicular anterior. Todas essas explicações têm relação com a física do ultrassom, motivo pelo qual eu considero os ultrassonografistas que não entendem as bases físicas do método apenas fotógrafos e não especialistas em ultrassom. E esse é o motivo pelo qual interrompi a gravação das aulas de conteúdo clínico para gravar o curso de física de ultrassom (disponível no Portal Lucy Kerr) e atualmente estou gravando a física do Doppler, para aqueles que fazem erros como o que mostramos, não continuem a realizá-los. A partir da compreensão dos princípios físicos do ultrassom é possível aprofundar no conhecimento do método e de fato entendê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Há indicação cirúrgica neste caso?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;R: Segundo os cirurgiões gastrointestinais, só há indicação para a realização da colecistectomia por pólipo vesicular se ele ultrapassar 5mm de diâmetro. O pólipo da parede vesicular anterior mede 3.0mm e o da parede lateral, 3.2mm, não tendo indicação cirúrgica por enquanto. Entretanto, é indispensável o acompanhamento periódico dos pólipos vesiculares para estabelecer o ritmo de crescimento e afastar a possibilidade de neoplasia vesicular maligna em fase inicial. Geralmente recomendamos o primeiro retorno com 3 meses, o segundo com 6 meses de intervalo e os demais controles são anuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-794886089754894847?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/794886089754894847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=794886089754894847&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/794886089754894847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/794886089754894847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/04/por-que-lesoes-pequenas-podem-ser.html' title='POR QUE LESÕES PEQUENAS PODEM SER FÁCEIS DE VISUALIZAR PELO US?'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-2977360390065390264</id><published>2009-04-12T17:44:00.035-03:00</published><updated>2010-01-26T19:54:12.969-02:00</updated><title type='text'>COMO É O AIUM E OUTROS ASSUNTOS CORRELATOS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estamos retornando do congresso anual da Sociedade Americana de Ultrassom – AIUM que ocorreu em New York, entre 02 e 05 de abril de 2009. A inscrição custou US$ 1700.00 (Hum mil e setecentos dólares americanos) e incluiu congresso, pré-congresso e sessões meet-the-professor, sem contar as despesas de hotelaria, passagem aérea e alimentação. É muito caro, mais vale à pena. Para aqueles que não puderam participar estamos oferecendo no nosso portal alguns dos principais temas que foram abordados, bem mastigados, traduzidos para o português e com algumas ilustrações para facilitar assimilação do conteúdo. É imperdível e o custo irrisório, comparado com o presencial. Vamos fazer uma das aulas de atualização em carótida com o material que trouxemos, mas vai demorar ainda um tempo até transcrever, gravar, editar e colocar no site.&lt;br /&gt;É importante que saibam que não existe outro congresso ultrassonográfico que possa ser comparável ao americano. São aproximadamente 8000 congressistas distribuídos em inúmeras salas em seis andares de um prédio de convenções, com muitos temas concorrentes, de tal forma que é muito difícil se escolher qual tema é mais interessante para ser assistido. O congresso foi antecedido por um dia inteiro só de cursos de atualização em 7 temas, que são considerados importantes ou que requerem permanente aprimoramento, tendo que se escolher qual deles nos interessava mais, pois também são concorrentes. Eu acabei optando por PRESENTE E FUTURO DO ULTRASSOM: MERCADOS EMERGENTES E NOVAS TECNOLOGIAS, pois quero realmente saber o que está vindo de novo neste momento no mercado ultrassonográfico, que está em ebulição. Durante o congresso sempre há cursos de atualização, um pela manhã e outro à tarde, com 2h de duração, sendo desenvolvidos 7 cursos concomitantemente abordando 4 a 5 temas, o que nos dá um árduo trabalho para selecionar o curso mais apropriado. A seguir temos 9 sessões científicas, onde os trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores são apresentados em primeira mão e mais uma vez temos que selecionar qual deles mais nos interessa. Frequentemente eu faço um mapa para ver os trabalhos em salas diferentes, desde que não sejam muito distantes, pois o deslocamento no imenso espaço de convenção nos tomaria muito tempo. Nos escassos intervalos são colocadas sessões de interpretação de imagens, discutidas entre três especialistas e coordenada por um moderador ou sessões de hands on (prática em equipamentos orientadas por experts). Os melhores e mais ilustres palestrantes estão presentes e podemos ter vários tipos de contatos com eles. O mais interessante é aquele que ocorre nas sessões de meet-the-professor, nas quais apenas 20 congressistas estão habilitados a participar, mas tem que pagar à parte estas aulas. Mas a interação é total, podendo-se realizar todo tipo de pergunta e receber atenção diferenciada. Estas sessões são as melhores, pois verifiquei, ao longo dos anos que frequento este congresso, que os palestrantes se esforçam mais para agradar os participantes, dando dicas e informações previlegiadas que não passam nas aulas do congresso geral. Há uma avaliação sobre o professor no final dessas reuniões realizada pelos alunos, que é levada muito a sério e pode impedir a participação daquele professor numa próxima oportunidade, caso ele não tenha tido um desempenho adequado. Também eles nos dão por escrito todos os slides projetados, o que é ótimo quando se exerce atividades didáticas, como é meu caso. Elas ocorrem pela manhã, entre 06h45min e 08h00min ou à tarde, das 12h15min às 13h15min. Compro todos os horários, pois este é o mel do congresso. Também existe a oportunidade de se ver os avanços tecnológicos comercializados no imenso espaço destinado para os exibidores. Muitos dos aparelhos que são apresentados lá nunca chegam até nós ou chegam depois que já são ultrapassados. Algumas empresas que vemos lá nem existem aqui. Essa é a dura realidade. Confesso que já me livrei de comprar aparelhos inadequados, graças a minha frequência a estes congressos. Estou mostrando algumas fotos que tirei durante o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1743-799087.JPG"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1743-798703.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Com o Professor Dr. PhD. Lawrence Platt que foi agraciado com o prêmio de pioneiro do US pela sua contribuição ao crescimento e desenvolvimento do US diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1748-799531.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1748-799171.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dr. Larry, após receber sua placa, analisado-a em detalhes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1765-760216.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1765-759822.JPG" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dr. Alfred Kustz, que recebeu prêmio da leitura memorial a William J. Fry e que ministrou a aula magistral sobre ULTRASSOM: PASSADO E PRESENTE. QUAL É O SEU FUTURO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1768-749929.JPG"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1768-749523.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Com a Dra. Beatriz Madrazo, brasileira radicada nos EUA e que é muito ativa no AIUM como professora e membro de vários comitês. Ela nos agraciou com sua aula de artefatos ultrassonográficos que vamos colocar no site num momento oportuno. Agradecemos sua generosidade e contribuição para os ultrassonografistas brasileiros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1769-783610.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1769-783259.JPG" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Simulador de tecido humano (Phantom) utilizado para ensino de ultrassom, ensaios técnicos ou calibragem de equipamentos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1771-784072.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1771-783708.JPG" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Imagem observável no aparelho de Ultrassom do simulador de tecido mostrado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; na fotografia prévia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1773-702105.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1773-701691.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;No&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; pavilhão de exposição dos equipamentos durante a convenção anual do AIUM 2009&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1774-702635.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1774-702635.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1774-702635.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1774-702233.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Com o Dr. Ilan Timor-Tritsch, que ministrou a aula de atualização em US 3D em ginecologia, com novos conceitos na vascularização Doppler dos tumores ovarianos e que já está no nosso site&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1787-763280.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1787-763280.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1787-763280.JPG"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 205px; CURSOR: hand; HEIGHT: 168px" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1787-762880.JPG" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dr. Ilan Timor-Tritsch com Dr. Augusto Borborema do Pará, que também estava no evento e considera Dr Tritsch um dos maiores expoentes da US mundial. Ao saber disso, Dr Tritsch disse para o Dr Augusto: “fala isto para o meu chaiman, quem sabe ele me dá um aumento de salário.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI &lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-2977360390065390264?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/2977360390065390264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=2977360390065390264&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/2977360390065390264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/2977360390065390264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/04/estamos-retornando-do-congresso-anual.html' title='COMO É O AIUM E OUTROS ASSUNTOS CORRELATOS'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-5771157898512386924</id><published>2009-04-12T15:55:00.001-03:00</published><updated>2009-04-15T11:25:21.630-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Prezado Azevêdo:O tomógrafo ultrassonográfico erstá sendo patrocinado por fundos de pesquisa nos EUA e ainda não tem nenhuma empresa de ultrassom comercializando. O que me assombrou foi o seu imenso potencial diagnóstico, pois embora ainda não esteja sendo construido profissionalmente pelas empresas multinacionais de ultrassom, que dispõe de muitos recursos técnicos, já demonstrou sua efetividade em casos clínicos comprovados. É bom sabermos que estamos no caminho certo, escolhendo esta especialidade que tem tudo para continuar crescendo. Uma das maravilhas do método ultrassonográfico é que ainda estamos engatinhando nas suas possibilidades de desenvolvimento científico e novas aplicações diagnósticas e terapêuticas. São incríveis os desenvolvimentos ocorridos nos últimos dois anos e que estão para surgir nos próximos dois anos. Tudo isso sem irradiação ionizante. Tudo de bom.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-5771157898512386924?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/5771157898512386924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=5771157898512386924&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5771157898512386924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5771157898512386924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/04/prezado-azevedoo-tomografo.html' title=''/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-2633684101216194401</id><published>2009-04-06T15:00:00.003-03:00</published><updated>2009-04-12T15:39:43.504-03:00</updated><title type='text'>AIUM 2009</title><content type='html'>Estamos enviando a vocês novidades quentes que assistimos no Congresso anual do AIUM- American Institute of Ultrasound que está acontecendo no New York Merriott Markis entre 2 e 5 de abril de 2009.&lt;br /&gt;Hoje na aula de atualização de mama tive a oportunidade de ouvir uma palestra ministrada pelo Peter J Littrup sobre o Espectro da tomografia ultrassonográfica clinica da mama, que mostrou resultados iniciais de um protótipo de tomógrafo ultrassonográfico da mama. Nessa magnífica conferência Dr. Peter mostrou que o tomógrafo ultrassonográfico utiliza outras propriedades acústicas da ultrassonografia, além da reflexão que os aparelhos convencionais utilizam, ou seja a velocidade do som nos tecidos e atenuação. Para os que não sabem, nem sempre a velocidade do som nos tecidos de partes moles é 1540m/s, sendo menor na gordura e maior nos tumores e tecido fibroso. A atenuacao também e muito variável, de tecido para tecido, de patologia, para patologia. Com isso, ao associar diferentes propriedades acústicas o tomógrafo ultrassonográfico já está conseguindo detectar tumor de mama com a mesma sensibilidade que a Ressonância Nuclear Magnética (RNM). Mas as imagens são completamente diferentes do que as que estamos acostumados a ver, inclusive com reconstrução tridimensional e sem dependência do operador, facilitando muito a reprodutibilidade do método e o seguimento dos casos (particularmente importante em pacientes que estão fazendo quimioterapia neoadjuvante pré-cirurgia de câncer de mama). A resolução espacial é de 0.5mm pela reflexão, 2mm pela velocidade do som e 2mm pela atenuação. Quando juntamos os três princípios acústicos, o que o tomógrafo  Ultrassonográfico faz, esta resolução já é  similar a da RNM, quando aprimorar mais um pouco, vai superar com certeza. Aqui todos estão querendo se ver livres da radiação, que está causando muito temor na classe médica e entre os pacientes, devido a muitos métodos de imagem utilizados extensamente nas duas últimas décadas terem  acarretado aumento significante da carga de radiação na população americana (veja notícia no nosso site em 16/03/2009  sobre os valores da irradiação nos EUA). Este será o próximo boom do ultrassom, todos querendo exame sem radiação e um mais barato que a RNM. Estou anexando foto minha com Dr. Peter e das imagens da Tomografia Ultrassonográfica em mama.  As imagens coloridas representam a patologia tumoral identificadas pelo tomógrafo.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1780-749922.JPG" border="0" /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/CIMG1776-750488.JPG" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-2633684101216194401?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/2633684101216194401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=2633684101216194401&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/2633684101216194401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/2633684101216194401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/04/aium-2009.html' title='AIUM 2009'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-7650363378557020931</id><published>2009-03-30T11:09:00.005-03:00</published><updated>2010-01-26T19:54:57.242-02:00</updated><title type='text'>Resposta: ESPESSURA CORRETA DO ENDOMÉTRIO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando se segue um protocolo de rotina é frequente deixarmos embotar o nosso raciocínio lógico. E isso é perigoso em medicina, particularmente em ultrassonografia, onde lidamos com cortes seccionais dos tecidos e temos que reconstruir as imagens verdadeiras tridimensionais em nossas mentes todo o tempo, a partir de imagens bidimensionais em escala de cinza.&lt;br /&gt;Então acompanhem meu raciocínio:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A paciente tem um DIU em T de cobre no útero, ou seja, a haste longa ocupa todo o corpo e atinge a região fúndica, onde sai a haste curta em perpendicular à haste longa, uma metade inserida na metade direita da cavidade fúndica e a outra na metade esquerda do fundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O DIU, quando fazemos o corte sagital (longitudinal) poderá ser visto ao nível da linha mediana como uma linha reta, que representa a sua haste longa e a continuidade com a curta (pequeno fragmento da linha reta na região fúndica e indistinguível da haste longa)&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/image001-763398.gif" border="0" /&gt;&lt;/li&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O DIU, quando fazemos o corte (longitudinal) à direita da linha mediana ,será visto como um foco ecogênico que representa a sua haste curta direita, onde for a projeção da cavidade fúndica. Nesse plano já não se vê a haste longa do corpo, pois já não se vê a cavidade uterina, ou é visível apenas pequeno fragmento dela, quando o corte à direita é próximo da linha mediana, somente próximo ao fundo&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 68px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/image002-746306.gif" border="0" /&gt;&lt;/li&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Idem para a haste à esquerda da linha uterina&lt;br /&gt;a. No corte transversal na região do corpo uterino a imagem do DIU vai ser vista como 1 foco ecogênico que representa a secção transversal da haste longa &lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/image003-709900.gif" border="0" /&gt;&lt;/li&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;No corte transversal na região fúndica ao imagem do DIU será uma linha reta, que representa a haste curta do T de cobre.&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 89px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/image004-709915.gif" border="0" /&gt;&lt;/li&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ou seja, quer seja no longitudinal, ou no transversal, só poderemos ver o DIU como ponto ou linha. Jamais como o T completo. O formato completo do T de cobre só é possível se estivermos vendo a cavidade uterina completa, tanto o lado direito, quanto o esquerdo da região fúndica, o que não é possível no longitudinal. Concluímos, portanto, que o corte não é longitudinal, mas frontal, ou seja, a parede anterior seria a margem lateral esquerda do útero e a posterior, seria a lateral direita. Ou seja, o corte é frontal. Esse tipo de corte raramente é observável pelo US bidimensional, sendo quase exclusivo do US-3D e isso ocorre quando o útero torce para a direita ou à esquerda da linha mediana. No corte frontal a espessura do endométrio não é vista, sendo mostrada toda a camada que reveste a parede lateral direita e a lateral esquerda, por isso que parece mais espessa. Como não se tem flexibilidade de se buscar o corte em outras posições pela via vaginal, a alternativa foi buscar a espessura correta no transversal. A contra-prova é muito simples: se você tem espessamento endometrial verdadeiro ele seria mostrado tanto no corte longitudinal, quanto no transversal. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-7650363378557020931?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/7650363378557020931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=7650363378557020931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7650363378557020931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/7650363378557020931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/03/resposta-espessura-correta-do.html' title='Resposta: ESPESSURA CORRETA DO ENDOMÉTRIO'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-5377064651059831260</id><published>2009-03-22T14:34:00.010-03:00</published><updated>2010-01-26T19:55:27.242-02:00</updated><title type='text'>QUAL A ESPESSURA DO ENDOMÉTRIO CORRETA?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/file-712001.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/file-711997.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Figura 1. Imagem longitudinal do útero pela via transvaginal.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/file-711980.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/file-711976.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Figura 2. Corte longitudinal do útero mostrando o DIU dentro da cavidade uterina e o endométrio mensurado no corpo, variando entre 5.0 e 6.8mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/file-768101.jpg" border="0" /&gt;Figura 3. Corte transversal do útero mostrando o DIU dentro da cavidade uterina e o endométrio mensurado no corpo, variando entre 2.3 e 2.4mm&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizamos um ultrassom de pelve em 18/03/2009 em uma paciente com 42anos, no sétimo dia do ciclo menstrual, assintomática. Neste exame constatamos que apresentava DIU bem posicionado na cavidade uterina e a imagem ultrassonográfica, obtida pelo módulo B em escala de cinza pela via transvaginal, permitiu identificar que o DIU tinha formato em T (usualmente T de cobre), conforme mostrado na figura 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paciente, que se encontrava no sétimo dia do ciclo menstrual, conforme comentado previamente, referia que o sangramento menstrual havia cessado no dia anterior. Ao retirarmos o transdutor transvaginal não detectamos vestígios de sangue aderido ao preservativo. A medida da camada única do endométrio (para não incluir o DIU nas dimensões do endométrio) foi de:&lt;br /&gt;5.0 a 6.8mm pelo corte longitudinal (figura 2);&lt;br /&gt;2.3 a 2.4mm pelo corte transversal (figura 3).&lt;br /&gt;A minha pergunta é: qual das duas medidas está correta? E a resposta a esta pergunta tem implicações nas hipóteses diagnósticas que eu colocaria na conclusão. Eu teria duas possibilidades a serem consideradas:&lt;br /&gt;Se a medida correta for de 5.0 a 6.8mm, para camada única equivaleria a endométrio de 10.0 a 13.6mm de espessura total (camada dupla), sendo normal até 2.0-3.0mm para esta fase do ciclo (camada única) ou 4.0 a 6.0mm (camada dupla), ou seja , o endométrio estaria significantemente espessado e possivelmente corresponderia a hiperplasia endometrial ou pólipos endometriais .&lt;br /&gt;Se a medida correta for de 2.3 a 2.4mm, para camada única no sétimo dia do ciclo menstrual, equivaleria a endométrio de 4.6 a 4.8mm de espessura total (camada dupla), sendo normal até 2.0-3.0mm para esta fase do ciclo (camada única) ou 4.0 a 6.0mm (camada dupla), ou seja, o endométrio estaria com espessura normal e não necessitaríamos colocar nenhuma hipótese diagnóstica patológica.&lt;br /&gt;Podemos antecipar que as imagens apresentadas permitem deduzir corretamente a espessura correta, mas o que interessa é saber qual é a correta e porque. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Residentes colaboradores:&lt;br /&gt;DRA. KÁTIA ANDRIONI &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-5377064651059831260?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/5377064651059831260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=5377064651059831260&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5377064651059831260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/5377064651059831260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/03/realizamos-um-ultrassom-de-pelve-em.html' title='QUAL A ESPESSURA DO ENDOMÉTRIO CORRETA?'/><author><name>Dra. Lucy Kerr</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10273315782233721864</uri><email>lucykerr@lucykerr.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='01932348190013380343'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1044933250972936992.post-6962740078122599085</id><published>2009-03-04T18:12:00.003-03:00</published><updated>2009-03-24T14:03:13.904-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inicial'/><title type='text'>Novo Blog</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/Blog-755790.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/Blog-755787.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.lucykerr.com.br/blog/uploaded_images/Blog-738893.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bem-vindos ao Blog &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;Dra. Lucy Kerr&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1044933250972936992-6962740078122599085?l=www.lucykerr.com.br%2Fblog' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/6962740078122599085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=1044933250972936992&amp;postID=6962740078122599085&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6962740078122599085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1044933250972936992/posts/default/6962740078122599085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.lucykerr.com.br/blog/2009/03/novo-blog.html' title='Novo Blog'/><author><name>Dra. 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