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26/10/2009
FDA alerta sobre os problemas da radiação após a superexposição na perfusão do cérebro na Tomografia Computadorizada
Brian Casey
Fonte: AuntMinnie.com (Outubro 2009)
A administração dos alimentos e medicamentos dos EUA (FDA) está investigando casos de exposição excessiva a radiação durante a perfusão cerebral em tomografias realizadas para auxiliar no diagnóstico e tratamento do AVC. A agência disse que, em uma instalação específica, os pacientes receberam doses de radiação que foram oito vezes superiores ao esperado.
Em um boletim emitido em 8 de outubro, o FDA disse que, durante um período de 18 meses, 206 pacientes dessa instalação receberam uma exposição excessiva a radiação. Ao invés de receberem a dose de radiação máxima prevista de 0.5 Gy para a cabeça, os pacientes receberam 3-4 Gy.
O FDA disse que a queda de cabelo e o eritema (vermelhidão cutânea) ocorreram em alguns pacientes. A instalação contatou todos os pacientes que receberam a superexposição e forneceu-lhes os recursos para obtivessem informações adicionais.
O FDA informou que, mesmo embora este incidente em particular tenha envolvido apenas uma instalação, a agência está preocupada com a possibilidade de disseminação dos problemas relativos aos programas de segurança da qualidade da CT, que seriam aplicáveis a outras instalações e indicações clínicas do método.
"Se as doses dos pacientes são superiores ao nível esperado, mas não suficientemente altas para produzirem sinais evidentes de lesão radioativa, o problema pode passar despercebido e não ser relatado, colocando os pacientes em risco progressivo de virem a apresentar os efeitos tardios da radiação", disse o boletim da agência.
O FDA está aconselhando os pacientes a seguirem as recomendações dos seus médicos para a realização da tomografia computadorizada. A agência reiterou que os benefícios da tomografia computadorizada necessária para fins médicos compensam os riscos da radiação. Para instalações de tomografia computadorizada, o FDA está aconselhando a reverem os seus protocolos de CT para estarem cientes dos índices de radioatividade exibidos no painel de controle do equipamento, que indicam o quanto de radiação o paciente recebeu. Estes índices incluem o índice de volume da dose CT (CTDIvol), expressa em unidades de miligray (mGy) e da dose do comprimento do produto (DLP), expressa em unidades de miligray/centímetros (mGy-cm).
Todas as instalações devem acompanhar atentamente os índices de dose conforme apresentados nos painéis de controle e assegurar que os valores apresentados correspondem razoavelmente às doses normalmente associadas com o protocolo de verificação. Isto deve ser confirmado novamente depois que o paciente é examinado, disse a agência.
Nossos Comentários:
a notícia acima é assustadora. Pensar que podemos receber doses equivalentes a uma radioterapia, inclusive com sinais evidentes de dermatite actínica num simples exame de TC da cabeça, é realmente preocupante. E imaginar que em cada exame radiológico estamos acumulando as doses de radiação progressivamente, até atingirmos os níveis cancerígenos e que muitos desses exames são realizados sem indicação é mais preocupante ainda. Temos que reduzir urgentemente a necessidade de exames radiológicos para não acarretarmos danos irreversíveis a nossa própria saúde e degenerarmos nossa raça pela transmissão das mutações deletérias. Esta notícia vem reforçar o relatório do Conselho Nacional de Proteção contra Radiações e Medições (NCRP) de Bethesda, publicado em março deste ano, que constatou crescimento de mais do que sete vezes na dose de radiação ionizante na população dos Estados Unidos, entre o inicio dos anos 80 e 2006, tendo em grande parte atribuído esse aumento da carga radioativa aos procedimentos médicos - principalmente ao crescimento espetacular na utilização da CT.
Residentes colaboradores:
1. DRA. KÁTIA ANDRIONI
2. DR. MAURO SÉRGIO ALVES MACHADO
3. DRA. KARINA PIVA CAMARGO VOLPE