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20/07/2010
Elastografia - Conheça as Desvantagens do Método Manual
Usando a Elastografia em Tempo Real para a avaliação de Lesões Mamárias - Nossa experiência inicial
Sughra Raza, MD, Ayodule Odulate, MD, Eugene M. W. Ong, MBBS, MRCP, FRCR, Sona Chikarmane, BS and Chad W. Harston, MD
Brigham and Women’s Hospital, Boston, Massachusetts USA (S.R., S.C., C.W.H.); Riverside Community Hospital Breast Imaging Center, Riverside, California USA (A.O.); and Tan Tock Seng Hospital, National University Hospital, Singapore (E.M.W.O.). Dr Harston is currently with Wilford Hall Medical Center, Lackland Air Force Base, San Antonio, Texas USA.
2010 by the American Institute of Ultrasound in Medicine
J Ultrasound Med 29:551-563 • 0278-4297
Objetivo. O objetivo deste estudo foi avaliar prospectivamente a performance da Elastografia tecidual em Tempo Real (RTE) na avaliação das massas mamárias e correlacionar as avaliações entre a RTE e o sistema BIRADS com os achados anátomo-patológicos. Métodos. Foi obtido consentimento informado de todos os pacientes para este estudo aprovado pelo comitê institucional. Pacientes com lesões mamárias visíveis ultrassonograficamente, para os quais foi recomendada biópsia, foram considerados potenciais participantes deste estudo. Entre outubro de 2006 e fevereiro de 2008, 186 mulheres com 200 lesões foram inscritas. 12 lesões em 11 pacientes foram excluídas, resultando numa população (de estudo) de 188 lesões em 175 mulheres. Após exames rotineiros em US modo-B, a RTE foi realizada usando a técnica de compressão manual à mão livre. Às lesões estudadas foram atribuídas Escores Elásticos (ES) baseados no sistema proposto por Itoh et al (Radiology 2006,239:341-350), onde 1 é normal e 5 representa tensões anormais. O tamanho da lesão na RTE e no US em modo B foram comparados. Os resultados foram correlacionados com a avaliação BIRADS e com os achados anátomo-patológicos. Resultados. Os exames anátomo-patológicos revelaram 61 de 188 neoplasias (32.4%) e 127 de 188 lesões benignas (67.6%). Das lesões malignas, 84% tiveram Score Elástico de 5 e 4, enquanto que 76% das lesões benignas tiveram ES de 1 e 2. A sensibilidade da RTE foi de 92.7% e a especificidade foi de 85.8%, com 4 resultados Falso-Negativos e 16 Falso-Positivos. Das lesões BIRADS 4 comprovadamente benignas pela biópsia, 63 de 76 (82.9%) tiveram ES de 1 e 2, consistente com tecido normal.Conclusão. A Elastografia em Tempo Real pode fornecer caracterização adicional das lesões mamárias, melhorando a especificidade, particularmente para as lesões pouco suspeitas. Palavras-chave: lesões mamárias, ultrassom de mamas, elastografia.
A Elastografia está baseada na premissa de que existe uma diferença inerente na maleabilidade dos tecidos normais versus tecido doente e esta diferença pode ser mensurada como tensão (deslocamento ou alongamento do tecido durante compressão manual) e apresentada em tempo real durante o exame ultrassonográfico. O interesse dos ultrassonografistas de mama na elastografia decorre do desafio diário para se determinar com confiança se uma lesão mamária visível ultrassonograficamente pode ser benigna ou maligna. Embora a caracterização de massas sólidas mamárias tenha melhorado muito desde os anos 90, a especificidade se mantém baixa, e até hoje um número alto de biópsias mamárias resultam em diagnósticos benignos. Portanto, qualquer informação ultrassonográfica que melhore a caracterização da lesão ajudaria a melhorar a especificidade. Recentemente, estudos publicados relataram resultados promissores usando a elastografia, tanto em comparação com o US modo B, quanto em conjunto com os achados do US modo B.
Além dos achados globais da elastografia, vários grupos relataram que as lesões malignas parecem maiores na RTE do que no US modo-B; outros descreveram um padrão de cores, como azul, verde e vermelho padronizados nesta ordem (BGR), associados às lesões císticas.Com pesquisa e investigação contínuas neste método, a inclusão da RTE como outra característica de imagem, pode aumentar o valor preditivo positivo e a especificidade do Ultrassom na avaliação das massas sólidas mamárias. A meta do nosso estudo prospectivo foi determinar a utilidade da RTE na avaliação das massas sólidas ou lesões mamárias indeterminadas na definição clínica com o anátomo-patológico como o padrão de referência. Especificamente, nosso objetivo foi estabelecer a correlação entre os resultados da RTE interpretados prospectivamente com a avaliação BIRADS e diagnósticos anátomo-patológicos das massas mamárias visíveis ultrassonograficamente e determinar se a RTE pode melhorar a diferenciação entre lesões benignas e malignas, assim como aumentar a especificidade e o valor preditivo positivo.
Materiais e Métodos
Este estudo prospectivo foi aprovado pelo Institutional Review Board e está em conformidade com as normas do HIPAA, e tem o consentimento livre esclarecido devidamente assinado pelos pacientes arrolados (protocolo da Istitutional Review Board).
Seleção dos pacientes e Diagnóstico Ultrassonográfico
As pacientes se apresentaram no nosso Centro de Imagem da Mama por várias indicações, incluindo achados mamários palpáveis no exame físico e anormalidades detectadas na mamografia e na RNM. Todos os exames ultrassonográficos de mama foram realizados em um dos 3 aparelhos iU22 (Philips Healthcare, Botherl, WA), usando transdutores de 5 a 12 ou de 5 a 17 MHz. A interpretação ultrassonográfica da massa foi baseada em critérios estabelecidos descritos inicialmente por Stravros et al em 1995 e incluíram avaliação da forma, margens, ecotextura interna, orientação do eixo longitudinal e transmissão acústica. A conduta frente aos diagnósticos obtidos levou em consideração todos os dados disponíveis, incluindo os achados obtidos no exame físico e na RNM, características mamográficas e ultrassonográficas. A decisão para biopsiar foi baseada no achado mais suspeito. Categorias de avaliação BI-RADS final foram atribuídas usando as definições do Colégio Americano de Radiologia. Quando do recrutamento deste estudo, nosso grupo não subcategorizou consistentemente as lesões BI-RADS 4 em A, B ou C baseadas em baixo, intermediário e alto (grau de) suspeita, respectivamente. Para o propósito deste estudo, estas subcategorias foram retrospectivamente estabelecidas pelos radiologistas do trabalho durante a revisão, os quais desconheciam os resultados patológicos para minimizar viés. Esta subcategorização retrospectiva foi restrita às lesões que foram prospectivamente designadas BI-RADS 4; lesões BI-RADS 3 e 2 não foram revisadas ou reclassificadas.
Todas as pacientes com lesões mamárias para as quais a biópsia foi recomendada (BI-RADS 4A, 4B, 4C e 5) foram consideradas pacientes potenciais para o estudo. Sete pacientes com avaliação final de BI-RADS 2 ou 3 também foram submetidas à biópsia solicitada tanto pela paciente quanto pelo médico de referência. As participantes do estudo foram inscritas com base em um consentimento para participar, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido, co-assinado pelos organizadores do estudo que estavam disponíveis. Assim, a população estudada consistiu de pacientes consecutivas com massas mamárias visíveis ultrassonograficamente que iriam ser biopsiadas. Pacientes que tinham intervenção cirúrgica ou percutânea prévia na área de interesse clínico atual, ou adjacente à mesma, foram excluídas. Uma vez incluídas no estudo, a RTE foi realizada tanto após o diagnóstico (ultrassonográfico), na mesma visita, ou imediatamente antes da CORE biópsia guiada pelo ultrassom.
Elastografia em Tempo Real
A Elastografia em Tempo Real foi realizada em um sistema HI VISION 8500 (HITACHI) aprovado pela FDA. Este sistema é capacitado para Ultrassonografia em modo B, Doppler e Elastografia. Cada lesão estudada foi inicialmente examinada com o US modo B usando um transdutor linear de 12.5MHz para obter a forma, as margens, a orientação a transmissão acústica, o tamanho (a maior dimensão) e a distância entre a região anterior da massa e a pele. O mesmo transdutor foi então equipado com uma placa plana recomendada, aumentando a superfície da cabeça do transdutor, promovendo melhor contato com a pele pela compressão, e reduzindo resvalamentos laterais (deslocamento lateral) para a Elastografia. A Elastografia foi realizada por 1 dos 3 radiologistas que participavam do estudo (um investigador com 17 anos de experiência em US de mamas e especificamente treinado para as aplicações da Hitachi ou 1 dos 2 dos médicos especialistas em imagem da mama, que foram treinados pelo investigador principal e nas aplicações do Hitachi). A técnica de compressão manual à mãos livre descrita por Itoh et al foi usada para gerar as imagens elastográficas. Isto foi realizado aplicando inicialmente uma leve pressão com o transdutor, somente o suficiente para manter o contato com a pele. Uma imagem elastográfica foi então criada pela depressão da mama, de aproximadamente 1 a 2 mm posteriormente e descomprimindo, ao mesmo tempo que mantém o contato da pele numa rápida manobra vibratória, de aproximadamente 5 a 7 ciclos de compressão e descompressão por segundo, ou 300 ciclos por minuto. Uma escala de compressão de 1 a 7 era visível na tela, e imagens eram obtidas apenas quando a compressão ideal atingia a escala de 2 a 4. Deve-se notar que a compressão manual para a Elastografia na verdade necessitou inicialmente de um reaprendizado da pressão de varredura para aplicação de uma compressão mais leve. Um mapa colorido de elasticidade sobreposto nas imagens em modo B foi mostrado no lado esquerdo da imagem exibida em dual, enquanto a imagem em escala de cinza correspondente estava à direita. Esta visualização contínua em tempo real permite o posicionamento adequado do transdutor. Durante a Elastografia, tanto as imagens estáticas quanto as dinâmicas foram obtidas e armazenadas no disco rígido do HI VISION 8500 e transferidos para nosso sistema de comunicações e departamento de arquivamento de imagens.
Os radiologistas do estudo revisaram todos os exames o aparelho Hitachi, medindo a profundidade da lesão na escala de cinza da superfície da pele até a margem superficial da lesão.
O maior eixo da lesão foi medido em ambos: na Elastografia e na imagem correspondente em modo B. O tamanho em modo B incluiu o halo ecogênico, quando visível. O tamanho na Elastografia incluiu as margens visíveis da massa baseado na atribuição de cores. Imagens em vídeo foram revisadas, e um escore elástico (ES) para cada lesão foi atribuído por consenso, baseado num sistema de pontuação de 5 pontos proposto por Itoh et al e resumido aqui: escore 1, tecido com maleabilidade normal mostrando a mesma elasticidade em toda a área examinada; escore 2, a mesma elasticidade na maior parte da massa hipoecóica com mínima variabilidade; BGR (azul/verde/vermelho), em camadas na Elastografia com a aparência do azul superficialmente e, então, verde e vermelho nas porções mais profundas da lesão, o que foi associado a cistos complicados (para a finalidade deste estudo, estas lesões foram consideradas uma subcategoria do escore 2); escore 3, elasticidade na periferia com preservação da massa hipoecóica; escore 4, mínima elasticidade na região hipoecóica; e escore 5: mínima elasticidade sobre toda a massa hipoecóica ou na área ao redor.
Este sistema de pontuação tem sido utilizado por outros pesquisadores, mostrando que lesões benignas tendem a ter escore elástico de 1 e 2, enquanto que a maioria das lesões malignas tem escores de 4 e 5. Uma probabilidade intermediária de malignidade é associada às lesões com escore 3.
Método de biópsia e Correlação patológica
Todas as biópsias percutâneas mamárias foram realizadas com biópsias tipo CORE grossas usando agulhas 14G (Bard Biopsy Systems, Tempe, AZ) ou com dispositivo à vácuo de calibre 11 (Mammotome; Johnson &Johnson, Cincinnati, OH), que forneceram os diagnósticos patológicos finais.
Análise Estatística
Foi calculado resumo das estatísticas de sensibilidade e especificidade usando tabelas de contingência 2x2.Testes de hipótese foram usados para calcular o valor P para o tamanho e profundidade da lesão; a análise das características do operador receptor foi realizada para a determinação da acurácia.
Resultados
Entre outubro de 2006 e fevereiro de 2008, 186 participantes do estudo com 200 lesões foram arroladas no estudo. Doze lesões em 11 mulheres foram excluídas porque as pacientes mudaram de idéia sobre a participação, preferindo seguimentos ultrassonográficos à biópsia, ou os resultados das biópsias subseqüentes não estavam disponíveis. A população do estudo, portanto, consistiu de 188 lesões em 175 pacientes, com uma média de 47.1 anos ( variou de 30 a 83 anos). O tamanho médio das lesões, baseado no maior tamanho medido no US modo B, foi de 10.9mm (variou de 3 a 35mm); a profundidade média das lesões foi de 8.8mm (variou de 1 a 26mm).
Os exames patológicos revelaram 61 de 188 malignidades (32.4%) em mulheres com uma média de idade de 57.3 anos (variou de 25 a 83 anos), o tamanho médio da lesão no modo B de 11.2mm (variou de 3 a 35mm), e o tamanho na Elastografia de 15.5mm ( variou entre 5 e 41mm). A profundidade média foi de 10mm (variou de 1 a 19). Os detalhes histopatológicos dos 60 carcinomas invasivos e 1 carcinoma ductal in situ puro são mostrados na tabela 1. Destas neoplasias, 51 das 61 (83.6%) foram prospectivamente designados escores ES 5 (n=45) e ES 4 (n=6). Para os 10 restantes (16.4) foram prospectivamente atribuídos escores ES 3 (n=6) e 2 (n=4).
As 127 lesões remanescentes das 188 (67.6%) eram benignas em mulheres com média de 42.1 anos (variou de 21 a 74 anos), o tamanho médio no US modo B foi de 10.8mm (variou de 2 a 35mm) e o tamanho elastográfico de 11.3mm (variou de 2 a 37mm). A profundidade média foi de 8mm (variou de 2 a 26mm). Os diagnósticos benignos estão detalhados na tabela 2. Destas 127 lesões benignas, 97 (76.4%) foram interpretadas como ES 1 (n=22) e ES 2 (n=75), enquanto 30 de 127 (23.6%) foram ES 3 (n=14), ES 4 (n=11) e ES 5 (n=5). A idade média das pacientes com lesões malignas foi significativamente maior do que daquelas com lesões benignas (P <.0001).
Tabela 1. Tipos histopatológicos das lesões malignas
| Tipo histopatológico | n |
| carcinoma intra ductal | 47 |
| carcinoma lobular invasivo | 6 |
| carcinoma invasivo com características mistas | 4 |
| carcinoma tubular invasivo | 1 |
| carcinoma mucinoso invasivo | 1 |
| linfoma de células B | 1 |
| carcinoma ductal in situ | 1 |
| Total | 61 |
Tabela 2. Tipos histopatológicos das lesões benignas
| Tipo histopatológico | n |
| Fibroadenoma | 68 |
| Lesão cística | 23 |
| Tecido mamário denso ou lactífero | 8 |
| Papiloma intra ductal | 8 |
| Hiperplasia estromal pseudoangiomatosa | 4 |
| Adenose nodular ou esclerosante | 3 |
| Necrose gordurosa | 3 |
| Cicatriz ou lesão esclerosante radial | 2 |
| Outros | 8 |
| Total | 127 |

Figura 1. Duas lesões malignas interpretadas como BI_RADS 5 e ES 5. A, mamografia de rotina (não mostrada) em mulher de 65 anos mostrou uma área de calcificações heterogêneas na mama esquerda. Ultrassonografia mostrou mostrou uma massa microlobulada de 2cm na região das calcificações, interpretadas como BI-RADS 5. Elastografia em tempo real mostra ausência de elasticidade (difusamente azul) em toda a massa e ao redor da mesma (ES 5). O tamanho da lesão na elastografia (setas finas) é maior do que na imagem em escala de cinza (setas espessas). O exame anátomo-patológico revelou Carcinoma intra ductal invasivo grau 3 com Carcinoma intra ductal in situ. B, Mulher de 65 anos com mamografia de rotina mostrando densidade focal no quadrante súpero-lateral direito avaliada com US. Uma massa hipoecóica irregular medindo 16 x 11 x 10mm mostrando margens não distinguíveis e sombra acústica, classificada como BI-RADS 5. Na Elastografia, a área com ausência de elasticidade mede 19mm de largura (setas finas), ultrapassando a largura de 11mm medida na imagem em escala de cinza (setas grossas), correspondendo ao ES 5. Core biópsia guiada pelo US revelou Carcinoma intra ductal invasivo grau 1.
Lesões com escore de elasticidade 3: houve 20 de 188 (10.6%) lesões caracterizadas como escore 3. Destas, 6 (30%) eram malignas e 14 (70%) eram benignas. Lesões malignas incluíam 4 CIDs (Figura 2), 1 carcinoma tubular invasivo e 1 CDIS. Lesões benignas incluíam 7 fibroadenomas, 4 cistos, 1 papiloma, 1 adenose esclerosante e 1 hiperplasia epitelial.

Figura 2. Imagens de mulher de 44 anos cuja mamografia de rotina (não mostrada) revelou assimetria focal em mama direita. US mostra uma massa hipoecóica de 12mm com possível reforço acústico (setas grossas), avaliada como BI-RADS 4B. A imagem elastográfica em tempo real mostrou elasticidade na periferia da massa, com ausência central (setas finas), correspondendo a ES 3. A core biópsia guiada pelo US revelou Carcinoma intra ductal invasivo grau 2 com carcinoma intra ductal in situ.
Lesões com escore de elasticidade 2: este escore foi atribuído prospectivamente para 79 de 188 lesões (42.0%), das quais 75 (94.9%) eram benignas e 4 (5.1%) eram malignas (Tabelas 1 e 2). Das 4 lesões malignas, 2 eram de carcinomas intra ductais invasivos (CID) grau 3/3 medindo mais de 2cm com 13 e 15mm de profundidade, 1 com extensa necrose (Figura 3); outro CID de grau 2/3 medindo 5x9x5mm e à 14mm de profundidade; a última era um carcinoma invasivo de grau 2/3 com características intra-ductais e lobulares medindo 12x11x15mm à 18mm de profundidade. Das 75 lesões benignas neste grupo, 10 mostraram prospectivamente um mapa colorido em camadas (BGR) para 5 cistos (Figura 4), 4 fibroadenomas (Figura 5) e 1 necrose gordurosa.
Lesões com escore de elasticidade 1: Este escore foi obtido para 22 de 188 lesões(11.7%); todas (100%) eram benignas (Figura 6).

Figura 3. US de nódulo palpável no quadrante súpero-lateral direito de mulher de 49 anos revela massa hipoecóica irregular com margens indistintas medindo 25x21x16mm (setas grossas), avaliado como BI-RADS 4C. Na Elastografia, o padrão de mosaico na parte mais profunda da massa (setas finas) levou a uma avaliação ES2. Em retrospecto, a Elastografia anterior realizada no nosso estudo foi erroneamente avaliada, provavelmente devido ao grande tamanho da lesão. A verdadeira margem real da lesão pode estar muito maior (setas superiores).Biópsia da lesão revelou Carcinoma intra ductal invasivo grau 3 com extensa necrose tumoral.

Figura 4. Mamografia de rotina em mulher de 51 anos realizada em outro serviço revelou dois nodulos na mama esquerda. Um deles era um cisto simples no US, o outro era uma massa sólida, para a qual foi recomendada biópsia.O US durante a biópsia revelou uma massa hipoecóica circunscrita, possivelmente mais alta do que larga, medindo 6x6x5mm, com interface abrupta e suave sombra acústica (setas grossas), avaliada como BI-RADS 4A. Elastografia revelou um mapa colorido em camadas azul, verde e vermelho (setas finas). A aspiração revelou cisto com líquido espesso e resolução da lesão.

Figura 5. Um nódulo pequeno foi visto em região medial da mama direita em mamografia de rotina em mulher de 45 anos. O US mostrou uma massa hipoecóica redonda e circunscrita de 8x8x 5mm com interface abrupta e sombra acústica posterior (setas grossas), avaliada como BI-RADS 4B. Elastografia em tempo real revelou um mapa colorido em camadas azul, verde e vermelho (setas finas). Core biópsia guiada pelo US revelou fragmentos de fibroadenoma.

Figura 6. Mamografia de rotina em mulher de 41 anos (não mostrada) mostrou possível massa no quadrante súpero-lateral direito. US mostra massa oval hipoecóica circunscrita de 19x 15x6mm com orientação paralela à pele (setas espessas), avaliada como BI-RADS 4A. Elastografia em tempo real revelou elasticidade em toda a massa (ES 1; setas finas). Core biópsia guiada por US revelou alterações fibroadenomatóides, corroborando os achados de imagem.
Correlação de tamanho entre Ultrassom em modo B e Elastografia
Para todas as lesões benignas, o tamanho médio no US modo B foi de 10.8mm, e o tamanho correspondente na Elastografia foi de 11.3mm, refletindo uma diferença média de 5.9% a mais. Para lesões malignas, o tamanho médio foi de 11.2mm no US modo B e 15.5mm na Elastografia, com uma variação média de 53.1% a mais (Figuras 1B e 7). O percentual de diferença nos tamanho obtidos com o US modo B e a Elastografia nas lesões malignas foi significativamente maior do que nas benignas (P<.0001).

Figura 7. Mamografia de rotina em mulher de 41 anos mostrou massa espiculada na região superior da mama esquerda. O US mostrou uma massa hipoecóica fina de 7x8x6mm com margens indistintas (setas grossas), avaliadas como BI-RADS 4C. Elastografia em tempo real mostrou ausência de elasticidade na lesão e ao redor da mesma (setas finas; largura da área azul > largura na imagem em escala de cinza), interpretada como ES 5.Core biópsia guiada por US revelou ser uma cicatriz radial.
| ES | BI-RADS | Tamanho da lesão, mm | Profundidade da pele, mm | Tipo Histológico | Grau | Linfonodo | Marcadores Tumorais |
| 2 | 4B | 26 | 13 | CID | III | NA | ER/PR–, Her-2/neu– |
| 2 | 4C | 24 | 15 | CID | III (necrose extensa) | Negativo | ER/PR–, Her-2/neu+ |
| 2 | 5 | 15 | 18 | Invasivo Misto | II | Negativo | ER/PR+, Her-2/neu– |
| 2 | 5 | 9 | 14 | CID | II | Negativo | ER/PR+, Her-2/neu– |
| Modalidade | Sensibilidade, % (CI) | Especificidade, % (CI) | VPP, % (CI) | VPN, % (CI) |
| RTEa | 93.4 (83.3–97.9) | 76.3 (67.9–83.2) | 65.5 (54.5–75.2) | 96.0 (89.6–98.7) |
| RTEb | 83.6 (71.4–91.4) | 87.4 (80.1–92.4) | 76.1 (63.8–85.3) | 91.7 (85.0–95.7) |
| RTEc | 92.7 (81.6–97.6) | 85.8 (77.8–91.4) | 76.1 (63.9–85.3) | 96.0 (89.6–98.7) |
| Modo Bd | 100 (92.6–100) | 7.1 (3.5–13.4) | 34.1 (27.3–41.6) | 100 (62.8–100%) |
| Modo Be | 98.4 (90.0–99.9) | 66.9 (58.0–74.9) | 58.8 (48.6–68.3) | 98.8 (92.8–99.9) |