Assista a uma matéria completa para conhecer o Sistema de Ensino à Distância
 Saiba Mais

Conheça nossa política
de privacidade e faça seu cadastro para adquirir nossos cursos.  Saiba Mais

Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

e-mail:


e-mail:

senha:

 Esqueci minha senha

16/02/2009

Aumento da mobilidade rotacional dos testículos após vasectomia

Um estudo ultrassonográfico

Eugenio O. Gersdocich, MD, Christopher W. Park, MD, Michelle Z. Dulude, BA, John P. McGahan, MD, Rebecca Stein-Wexler, MD, Tamara A. Greasby, MS, Laurel A. Beckett, PhD

Fonte: J Ultrasound Med Novembro 2008; 27: 1667-1672

O propósito deste estudo foi avaliar o aumento da mobilidade dos testículos em pacientes pós vasectomia através da observação das mudanças na posição do complexo testículo-epidídimo (CTE).




Figura 1. Secção transversal do testículo direito em um paciente não vasectomizado (controle) mostrando a posição normal do mediastino testicular hipercogênico (seta) na visão posterior do testículo (T), da qual a posição do CTE pode ser inferida.

Este foi um estudo retrospectivo de 29 pacientes pós vasectomia comparados com 29 pacientes controle, sem história de vasectomia, que foram escolhidos através da ultrassonografia escrotal por diferentes indicações clínicas durante um período de 1 ano.




Figura 2. Posição normal do mediastino na secção transversal do testículo em 2 pacientes não vasectomizados. A. A imagem transversal do testículo direito. A seta aponta o mediastino. B. Secção longitudinal do testículo esquerdo (T), com uma imagem obtida através da margem lateral do testículo. As cabeças das setas apontam o mediastino.

A posição do CTE foi comparada entre os dois grupos. O grupo pós vasectomia tinha uma rotação medial ou póstero-medial em 13 dos 58 testículos (22%) quando comparado com 3 de 58 (5%) no grupo controle.




Figura 3. Secção transversal do testículo direito (T) em um paciente pós vasectomia mostrando a posição posterior normal do epidídimo e do CTE (seta). O epidídimo mostra ectasia tubular secundária a oclusão do deferente.

Este estudo encontrou uma incidência estatisticamente elevada de rotação medial dos testículos no grupo dos vasectomizados quando comparado com o grupo controle.




Figura 4. Secção transversal do testículo direito (calipers) em um paciente pós vasectomia mostrando a posição medial do mediastino (seta) e o CTE.

Em decorrência dos nossos achados, parece razoável presumir que as mudanças iatrogênicas no mecanismo de suporte estrutural dos testículos ocorrem quando a vasectomia é realizada, com um resultante aumento na mobilidade dos testículos dentro do escroto.




Figura 5. Secção transversal do testículo direito (calipers) em um paciente pós vasectomia mostrando a posição medial do mediastino (seta) e o CTE.




1. Medial
2. Póstero-medial
3. Posterior
4. Póstero-lateral
5. Lateral
6. Ântero-lateral

Figura 6. Diagrama de um corte transversal do testículo direito representando as possíveis localizações do CTE. As áreas escuras sombreadas são consistentes com o aumento da mobilidade do testículo; as áreas claras sombreadas indicam as posições dentro dos limites normais.

Tabela 1. Indicações de ultrassonografia em pacientes dos grupos vasectomizados (n = 29) e controle (n = 29)

Indicações p/ ultrassonografiaPacientes do Grupo Vasectomizado, nPacientes do Grupo Controle, n
Massa escrotal156
Dor escrotal1013
Aumento escrotal69
Trauma01
Hérnia Inguinal11
Tamanho assimétrico03
Dor na virilha01


Reproduzido de J Ultrasound Med 2008; 27:1667-1672. Alguns pacientes tinham mais de uma indicação.

Tabela 2. Achados ultrassonográficos agudos em pacientes dos grupos vasectomizados (n = 29) e controle (n = 29)

Achados agudosPacientes do grupo vasectomizado, nPacientes do grupo controle, n
Epididimite35
Orqui-epididimite02
Hematoma20
Hematocele10
Ruptura testicular01
Edema da bolsa escrotal01


Reproduzido de J Ultrasound Med 2008; 27:1667-1672.

Tabela 3. Achados ultrassonográficos não agudos dos grupos de pacientes vasectomizados (n = 29) e controle (n = 29)

Achados não agudosGrupo de pacientes vasectomizados, n (%)Grupo de pacientes controle, n (%)
Cistos do epidídimo12 (41)12 (41)
Hidrocele12 (41)14 (48)
Espessamento do epidídimo16 (55)5 (17)
Ectasia tubular do epidídimo13 (45)2 (7)
Ectasia tubular, rede testicular3 (10)2 (7)
Espessamento do epidídimo com ectasia tubular11 (38)2 (7)
Varicocele8 (28)9 (31)
Cistos testiculares2 (7)2 (7)
Coriocarcinoma0 (0)1 (3)
Criptorquidia0 (0)2 (7)
Orquiectomia2 (7)0 (0)
Hérnia inguinal0 (0)1 (3)
Microlitíase testicular0 (0)3 (10)
Granulomas3 (10)0 (0)
Nenhum3 (10)3 (10)


Reproduzido de J Ultrasound Med 2008; 27:1667-1672. Alguns pacientes tinham mais do que 1 achado.

Tabela 4. Posição anatômica do CET em testículos dos Grupos vasectomizados (n = 58) e controle (n = 58)

Posição anatômica do CET (segmento) *Testículos do grupo vasectomizado , n (%)Testículos do grupo controle, n (%)
Rodado13 (22)3 (5)
Medial (1)12 (21)2 (3)
Póstero-medial (2)1 (2)1 (2)
Normal43 (74)51 (88)
Posterior (3)12 (21)20 (34)
Póstero-lateral (4)7 (12)8 (14)
Lateral (5)23 (40)23 (40)
Ântero-lateral (6)1 (2)0 (0)
Indeterminado2 (3)4 (7)
Criptorquidia0 (0)2 (3)
Orquiectomia2 (3)0 (0)
Massa testicular0 (0)1 (2)
Ruptura testicular0 (0)1 (2)


* Como na Figura 1

Residentes colaboradores:
1. DRA. KÁTIA ANDRIONI

Índice

Home | Apresentação | Como Funciona | Cursos | Corpo Docente | Notícias | Direitos Autorais | Contatos