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16/02/2009
Alterações no fluxo doppler da veia cava superior em coelhos com hipertensão pulmonar tromboembólica aguda
Hong-Mao Chen, MD, Yun-Tou Duan, MD, Li-Jun Yuan, MD, Ning Zhou, MD, Juan Li, MD, Yu-Hui Yang, MD, Tie-Sheng Cao, MD, Yong Wang, MD
Fonte: J Ultrasound Med Novembro 2008; 27: 1711-1716
A embolia pulmonar é uma causa comum de hipertensão arterial pulmonar, a qual é difícil de tratar, tem alta mortalidade e portanto requer um diagnóstico rápido e preciso. A hipertensão arterial pulmonar aguda (HPA), dentro do contexto clínico, pode ser uma complicação séria de várias doenças, sendo difícil diagnosticar, monitorar, prevenir e curar. A Ecocardiografia , um método não invasivo, oferece informação potencialmente útil na hipertensão arterial pulmonar, a qual tem aumentado a sobrevida em alguns casos. A Ecocardiografia Doppler tem sido comumente usada para diagnosticar hipertensão arterial pulmonar em humanos, de acordo com a pressão sistólica estimada na artéria pulmonar calculada pela velocidade de regurgitação tricúspide, embora esteja limitada pela vigência de regurgitação tricúspide. O objetivo deste estudo foi explorar as alterações no fluxo Doppler da veia cava superior (VCS) em coelhos com hipertensão pulmonar tromboembólica aguda (HPTEA) e seu valor na avaliação da pressão pulmonar. Mahapatra et al. propuseram que a capacitância vascular pulmonar determinada pela Ecocardiografia Doppler não invasiva seria útil para estimar a sobrevida de pacientes com hipertensão arterial pulmonar primária aguda, embora a possibilidade dessa variável ser também útil em pacientes com HPTEA necessite ser mais investigada. A velocidade máxima do fluxo sistólico (VPS), a velocidade máxima do fluxo reverso ventricular (VPRV), a velocidade máxima do fluxo diastólico (VPD) e a velocidade máxima do fluxo atrial reverso (VPRA) da VCS foram medidas no final da expiração com a Ecocardiografia com Doppler pulsátil em 30 coelhos com diferentes estágios de HPTEA.
Os métodos da regressão linear e de Bland Althman foram usados para analisar a correlação entre as velocidades de fluxo Doppler da VCS com a pressão sistólica arterial pulmonar medida por cateter (PSAP). Os valores da VPS em todos os grupos foram significantemente mais baixos após a embolia pulmonar (EP) do que antes da embolia (P < 0.05). Os valores da VPRV nos grupos leve e moderado, mas não no grupo severo, foram significativamente maiores após a EP do que antes da EP. Os valores da VPD do grupo do HPTEA severa foram significativamente menores após a EP do que antes da EP, mas eles não foram menores do que nos outros 2 grupos. A VPS teve uma relação significantemente negativa com a PSAP (r = - 0.692; P < 0.0001). A relação VPRV/ VPS de todos os grupos mostrou uma correlação positiva significante com a PSAP (r = 0.698, P < 0.0001).

Figura 1. A. Velocidade Doppler da VSC, incluindo as ondas S, VR, D e AR em coelhos antes da HPTEA com a PSAP de 19mmHg. B. Características da velocidade Doppler da VCS em modelos de coelhos com uma PSAP de 32.4mmHg, indicando HAP leve, mostrando que a VPS reduziu e VPRV/VPS aumentou. C. Modelos de coelhos com uma PSAP de 46.4mmHg, indicando HPA moderada, mostrando que a VPS diminuiu e a VPRV/VPS aumentou. D. Modelos de coelhos com uma PSAP de 60.1mmHg, indicando HPA severa, mostrando que a VPS diminuiu, a razão VPRV/VPS aumentou e a onda AR diminuiu ou desapareceu.

Figura 2. Scatterplot mostrando alterações na relação VPRV/VPS modelos de coelhos com HPTEA com PASP. A análise da VPRV/VPS mostra que a relação VPRV/VPS, quando maior do 0.5, poderia ser usada para identificar HPTEA em modelo de coelhos
É bem conhecido que as velocidades de pico da VCS são substancialmente maiores durante a inspiração do que durante a expiração. A hipótese deste estudo é que as alterações espectrais Doppler da VCS podem oferecer um método alternativo para estabelecer a pressão pulmonar. Uma limitação deste estudo foi a sua realização com modelos estabelecidos em coelhos pela infusão de trombina própria dentro da veia femoral (VF) direita, portanto os resultados não podem ser extrapolados para outros animais ou humanos. O diâmetro diastólico final da VCS aumentou gradualmente com a rápida elevação da PSAP e mostrou uma relação significantemente positiva em todos os grupos (r = 0.594; P = 0.002). A análise do fluxo Doppler na VCS e a VPRV, a razão VPRV/VPS e o diâmetro da VCS podem oferecer método alternativo à cateterização na estimativa da pressão pulmonar.

Figura 3. Scatterplot mostrando alterações na SVCDD em modelos de coelhos com PASP
Tabela 1. Alterações da PSAP, SVCDD e no espectro das velocidades no fluxo Doppler com PSAP antes e após a EP
| Após a HPTEA | ||||
| Parâmetro | Antes da HPTEA | HAP leve | HAP moderada | HAP severa |
| Sujeitos, n | 25 | 14 | 6 | 5 |
| FC, batimentos/min | 286 +/- 17 | 294 +/- 11 | 274 +/- 17 | 195 +/- 25 |
| RAP, mmHg | 2.8 +/- 1.8 | 5.2 +/- 2.2 | 7.1 +/- 1.2 | 8 +/- 2.4 |
| PSAP, mmHg | 19 +/- 1.2 | 32.3 +/- 1.9 | 42.3 +/- 1.4 | 55.2 +/- 1.2 |
| SVCDD, mm | 4.2 +/- 0.6 | 5.1 +/- 0.6 | 6.6 +/- 0.6 | 6.9 +/- 0.6 |
| VPS, cm/s | 60.7 +/- 7 | 51.8 +/- 13.7 | 41.2 +/- 12.1 | 26.4 +/- 10.5 |
| VPRV, cm/s | 20.2 +/- 4.2 | 26.7 +/- 6.7 | 24.5 +/- 5.3 | 23.2 +/- 10.4 |
| VPD, cm/s | 16 +/- 5.8 | 13.9 +/- 5.9 | 14.7 +/- 2.9 | 8.7 +/- 2.6 |
| VPRA, cm/s | 15.5 +/- 12.4 | 11.8 +/- 4.1 | 14.5 +/- 3.4 | 9 +/- 0.6 |
| Razão VPRV/VPS | 0.3 +/- 0.1 | 0.5 +/- 0.1 | 0.6 +/- 0.1 | 0.9 +/- 0.2 |