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08/06/2009

Ultrassonografia Tridimensional da Displasia Mesenquimal Placentária e seu diagnóstico diferencial

Edi Vaisbuch , MD, Roberto Romero , MD , Juan Pedro Kusanovic, MD, Offer Erez, MD, Shali Mazaki – Tovi, MD, Francesc Gotsh, MD, Chong Jai Kim, MD, PhD, Jung- Sun Kim, MD , PhD, Lami Yeo, MD, Sonia S. Hassan, MD

J Ultrasound Med 2009; 28:359-368.

A Displasia mesenquimal Placentária (DMP) é uma rara anomalia vascular da placenta caracterizada pela hiperplasia das vilosidades do tronco mesenquimal. Sua principal característica ultrassonográfica é uma placenta espessada com áreas hipoecóicas e o diagnóstico ultrassonográfico exato é desafiador. O objetivo deste estudo foi relatar 2 casos de DMP e discutir o diagnóstico diferencial de suas características ultrassonográficas.

Os casos de massas placentárias foram estudados por Ultrassonografia (US) bi-dimensional (2D), tridimensional (3D) e estudo Doppler colorido.

No caso 1 foi observada uma placenta espessada com múltiplas áreas hipoecóicas na 13ª semana de gestação. Na 19ª semana, observou-se uma área multicística, claramente distinguível do tecido placentário normal, medindo 6.5 x 8.5cm, que aumentou gradualmente. A paciente deu a luz a um neonato de 625g, do sexo feminino, após parto espontâneo, quase na 26ª semana da gestação.

No caso 2, no primeiro exame ultrassonográfico, na 25ª semana de gestação observou-se uma placenta espessada com áreas hipoecóicas e um feto com uma única artéria umbilical e um defeito septal ventricular. Na 27ª semana, a área anormal da placenta mediu 14.5 x 7.5cm. Na 32ª semana de gestação, o parto Cesárea foi realizada devido à detecção de batimentos cardíacos anormais e nasceu um neonato do sexo feminino, pesando1415g.

Os dois casos foram avaliados por US 2D, 3D e Doppler colorido e as características patológicas de ambas as placentas foram compatíveis com DMP. Os autores concluem que a displasia mesenquimal placentária (DMP) deve ser considerada no diagnóstico diferencial de toda massa placentária, especialmente os casos de lesão multicística placentária com ausência de sinais de fluxo sanguíneo de alta velocidade no interior da lesão e um cariótipo normal.






Figura 1. Caso 1: mostra uma Ultrassonografia 2D da placenta por via trans-abdominal. A. É mostrada uma área multicística, medindo 6.5 x 8.5cm e claramente diferente do tecido placentário normal adjacente, na 19ª semana de gestação. B. A lesão aumentou e passou a medir 15.8 x 8.5cm, na 25ª semana de gestação.






Figura 2. Caso 1: No estudo Doppler da placenta por via transabdominal na 23ª semana de gestação, mostrou uma lesão placentária multicística (à esquerda). Nenhum sinal de fluxo sanguíneo de alta velocidade foi detectado no interior da lesão placentária. No entretanto, foi observado sinal de fluxo sanguíneo de baixa velocidade (à direita).






Figura 3. Caso 1: US 3D da placenta pela via transabdominal na 23ª semana de gestação mostrou uma placenta multicística emergindo da placa coriônica e não da placa basal. NP indica placenta normal.






Figura 4. Caso 1: US 3D da placenta pela via transabdominal na 23ª semana de gestação vista com o módulo de inversão. Mostra múltiplas estruturas cheias de líquido, de tamanho variável (algumas indicadas por setas) que não se comunicam entre si, como pode ser visto.






Figura 5. Caso 1: Placenta com DMP. A, Macroscopia do espécime. São encontradas no parênquima placentário áreas coriônicas espessadas, dilatadas, tortuosas na superfície fetal da placenta (setas) e múltiplas vesículas císticas (cabeça de setas). B, Corte histológico. Vasos com paredes espessadas estão conglomeradas na área subcoriônica (setas) e os troncos vilamentosos estão aumentadas com alterações císticas proeminentes (cabeça de setas).






Figura 6. Caso 2: Ultrassonografia transabdominal de um caso de DMP. A. Na 27ª semana de gestação, mostrou uma massa heterogênea com áreas císticas medindo 14.5 x 7.5cm claramente distinta do tecido placentário normal adjacente. B. O estudo com Doppler colorido realizado na 30ª semana de gestação, mostrou ausência de vascularização no interior da lesão placentária.






Figura 7. Caso 2: Placenta com DMP. A, espécime macroscópico. Mostra uma área placentária proeminente contendo um conglomerado de vasos espessados e dilatados, com hemorragia focal subcoriônica. B, Corte histológico. Mostra o tronco de vilosidades placentárias alargado e com vasos anormalmente espessados (setas) assim como alterações císticas (cabeça de setas).






Figura 8. US transabdominal da massa placentária. A, Imagem 3D na 34ª semana de gestação, mostrou um tumor sólido placentário da placa coriônica, com um grande vaso sanguíneo nutriente calcificado (setas). B, A Angiografia 3D com Power Doppler do tumor mostrou vascularização significante intra tumoral e um grande vaso nutriente. Este tumor placentário foi comprovado ser um corioangioma.






Figura 9. US 3D da placenta realizado pela via transabdominal na 19ª semana de gestação, mostrou uma placenta multicística (MP), juntamente com uma placenta normal (NP). A Angiografia 3D com Power Doppler não revelou sinais de fluxo sangüíneo no interior da placenta multicística. Este tumor placentário foi comprovado ser uma mola hidatiforme completa com um feto coexistente.

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Residentes colaboradores:
1. DRA. KÁTIA ANDRIONI
2. DR. MAURO SÉRGIO ALVES MACHADO

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